Carro voador com módulo aéreo acoplado chega ao mercado em 2027 por R$ 1,6 milhão
A AeroHT, braço da XPeng, entra na fase final de validação do Land Aircraft Carrier e já acumula mais de 7 mil pedidos.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
A corrida pelo carro voador ganhou um capítulo concreto. A AeroHT, subsidiária da montadora chinesa de elétricos XPeng, entrou na etapa final de validação do Land Aircraft Carrier e já tem data marcada para começar a entregar o produto em escala: 2027. Segundo a Quatro Rodas, o projeto ultrapassou a marca de 7 mil encomendas registradas, com a maior parte concentrada no mercado chinês.
O conceito adotado pela empresa foge do clichê de carros com asas retráteis. A Quatro Rodas aponta que o Land Aircraft Carrier é, na prática, uma van elétrica de seis rodas que carrega na traseira um eVTOL — aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical — com seis rotores e braços articulados dobráveis. O acoplamento e a separação dos dois módulos são feitos de forma automática, com o toque de um único botão, em menos de cinco minutos. A "nave-mãe" terrestre ainda recarrega a bateria da aeronave tanto parada quanto em movimento, e uma carga completa garante energia para até seis ciclos de decolagem e pouso consecutivos.
No aspecto técnico, a publicação detalha que a plataforma terrestre combina motor elétrico com um pequeno motor a combustão funcionando como extensor de autonomia (EREV), sobre arquitetura de 800 volts, resultando em alcance combinado de 1.000 km pelo ciclo chinês CLTC. A produção em massa está prevista para 2026, com a distribuição em larga escala no ano seguinte, a partir de uma linha de montagem já aberta no parque industrial da XPeng em Cantão.
O preço estimado fica abaixo de US$ 293 mil — cerca de R$ 1,6 milhão na conversão direta —, faixa que a Quatro Rodas compara à de supercarros como o Porsche 911 GT3 ou pequenas aeronaves de pistão. O desafio, no entanto, vai além da engenharia: a revista ressalta que o prazo é considerado curto pelos padrões aeroespaciais tradicionais e que gargalos de infraestrutura urbana, inclusive no Brasil, ainda precisam ser superados antes de qualquer operação em escala global.
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