CATL derruba custo da bateria de sódio e pode baratear carros elétricos
Ao atingir US$ 51 por kWh, tecnologia da maior fabricante de baterias do mundo se aproxima do lítio e abre caminho para elétricos mais baratos
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A maior fabricante de baterias do mundo, a chinesa CATL, deu um passo relevante para tornar os carros elétricos mais acessíveis. Segundo o portal InsideEVs UOL, com base em dados do CarNewsChina apoiados em relatório da CIConsulting, o custo de produção das novas células de sódio da empresa caiu para a faixa de US$ 0,051 a US$ 0,059 por Wh — o que equivale a aproximadamente US$ 51 por kWh no limite inferior, patamar que começa a tornar essa química competitiva frente às baterias de lítio convencionais.
A tecnologia de sódio-íon é vista pelo setor como uma alternativa promissora para veículos de entrada, justamente porque o sódio é um elemento muito mais abundante e barato de extrair do que o lítio. De acordo com o InsideEVs UOL, a redução de custos alcançada pela CATL representa um avanço concreto nessa direção, aproximando a viabilidade comercial em larga escala de uma química que, até pouco tempo atrás, ainda enfrentava barreiras econômicas significativas. O InsideEVs Brasil reforça que essa marca de US$ 51 por kWh é especialmente significativa porque coloca o sódio-íon em território de real disputa com o lítio — historicamente dominante justamente pelo custo já reduzido ao longo de anos de escala industrial.
O segmento que mais deve se beneficiar é o de carros de entrada, conforme aponta o InsideEVs Brasil. Modelos compactos e urbanos, que dependem de baterias menores e são mais sensíveis ao custo por kWh, ganham viabilidade econômica com essa evolução. Montadoras parceiras da CATL poderão estruturar linhas de produção voltadas a esse público sem precisar absorver o custo elevado — nem a volatilidade — do mercado de lítio.
O impacto prático pode ser sentido especialmente em mercados como o brasileiro, onde o preço elevado dos elétricos ainda é o principal obstáculo à adoção em massa. Se a CATL conseguir escalar a produção dessas células mantendo os custos nesse nível, a equação para oferecer elétricos acessíveis no Brasil muda de figura — não por subsídio ou isenção fiscal, mas pela própria evolução da cadeia produtiva.
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