Chery planeja operar até seis marcas no Brasil, incluindo Freelander chinês e carro da Huawei
Grupo chinês oficializou intenção de trazer Exeed, Luxeed e a marca Freelander para o mercado brasileiro até 2028, segundo o UOL Carros
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
A Chery traça um plano ambicioso para o mercado brasileiro: segundo o Notícias Automotivas, a montadora chinesa trabalha para operar até seis marcas diferentes no país, número que a colocaria no mesmo patamar da Stellantis — hoje o grupo com maior quantidade de bandeiras ativas em território nacional. A estratégia envolve não apenas os rótulos já conhecidos do público, mas também etiquetas voltadas ao segmento premium e uma ofensiva concentrada em SUVs.
A expansão ganhou contornos mais concretos recentemente. Conforme o UOL Carros, durante o evento em que confirmou a chegada da iCaur ao Brasil, a Chery International oficializou a intenção de trazer mais três marcas do grupo para o mercado nacional: a Exeed, a Luxeed — desenvolvida em parceria com a Huawei — e uma versão chinesa da Freelander, nome histórico associado à Land Rover que foi licenciado para uso na China. O UOL Carros aponta que todas elas chegarão diretamente pela matriz chinesa, sem envolvimento com a operação brasileira já existente.
De acordo com o Notícias Automotivas, a expansão faz parte de um movimento estruturado da companhia para deixar de ser percebida apenas como uma fabricante de volume e conquistar fatias mais rentáveis do mercado. A aposta em marcas de luxo indica que a Chery enxerga espaço para competir com europeus e sul-coreanos que já dominam as faixas de preço mais altas do setor automotivo brasileiro.
O Notícias Automotivas destaca que SUVs seguem como o carro-chefe da estratégia, categoria que há anos lidera as vendas no Brasil e atrai consumidores dispostos a desembolsar valores mais elevados. Operar múltiplas marcas permite à Chery segmentar o público sem canibalizar seus próprios produtos — exatamente o modelo que grupos como Stellantis e Volkswagen AG utilizam globalmente. Se o plano se concretizar, o grupo chinês passará a ter presença em praticamente todos os principais segmentos do mercado nacional.
Fontes
Notícias relacionadas
IndústriaVolkswagen aprova corte de 50 mil vagas e reestruturação histórica que pode custar até R$ 95,7 bilhões
O 'Future Plan' é o maior processo de transformação em 89 anos da montadora alemã, com fábricas em risco e pressão crescente da concorrência chinesa
IndústriaVolkswagen aprova corte de 50 mil empregos enquanto Alemanha atinge menor nível de emprego automotivo desde 2005
Transição para elétricos destrói postos de trabalho mais rápido do que os cria, e a VW ainda aponta capacidade ociosa para 500 mil veículos por ano.
IndústriaHonda ultrapassa 1 milhão de motos emplacadas em oito meses e consolida domínio absoluto no Brasil
Marca japonesa bate marca histórica antes do fim do ano, com CG, Biz, Pop e Bros liderando as vendas no segmento de entrada.
IndústriaPorsche vende fatia na Bugatti Rimac por R$ 5,98 bilhões em grande reestruturação
Montadora alemã encerra sociedade com a joint venture de supercarros elétricos e embolsa quase R$ 6 bilhões na operação.
IndústriaDas motos aos carros: as sete vezes em que a Yamaha tentou conquistar o mercado automobilístico
Fabricante japonesa, famosa por motocicletas icônicas, teve tentativas frustradas e curiosas de emplacar projetos de automóveis ao longo de sua história.
IndústriaFord Ranger Super Duty 6×6 disputa contrato bilionário para equipar o Exército Britânico
Picape adaptada para uso militar concorre com Defender e propostas da GM e Ineos em processo seletivo avaliado em quase R$ 35 bilhões.

