China obriga volta de botões físicos nos carros e restringe telas gigantes e bancos reclináveis
Regulação chinesa exige controles táteis para funções críticas, limita uso de assentos de gravidade zero em movimento e modera personalização de luzes.
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O governo chinês está apertando o cerco sobre algumas das tecnologias que mais definem os carros modernos vindos do país. Segundo a Quatro Rodas, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) publicou novas diretrizes que exigem avaliações de segurança mais rigorosas para telas sensíveis ao toque e head-up displays, com foco no nível de distração que esses sistemas causam ao motorista e na resistência dos painéis de vidro em situações de colisão.
A Quatro Rodas aponta que funções consideradas críticas para a condução — como seleção de marchas, acionamento dos faróis de LED e desembaçadores — não poderão depender exclusivamente da central multimídia. Elas precisarão contar com botões físicos ou seletores analógicos dedicados. A publicação destaca que essa exigência caminha na mesma direção do que o Euro NCAP já estabeleceu para suas avaliações nos próximos anos, sinalizando uma convergência global em torno do tema.
Outra restrição relevante, conforme a Quatro Rodas, recai sobre os bancos com reclinação total — popularizados como assentos de gravidade zero. O uso desses assentos completamente deitados durante o movimento será proibido, por conta do risco do chamado efeito submarino: em uma colisão, o ocupante muito reclinado pode deslizar por baixo do cinto de segurança, anulando sua proteção. Já a personalização livre de assinaturas luminosas nos faróis também será limitada, para evitar ofuscamento e confusão no trânsito, embora assinaturas predefinidas de fábrica sigam permitidas.
O impacto dessas regras pode ir além das fronteiras chinesas. A Quatro Rodas lembra que as fabricantes da China operam em escala global e tendem a unificar os padrões dos veículos exportados, o que significa que as mudanças regulatórias devem reverberar nos modelos que chegam ao Brasil — uma boa notícia, segundo a publicação, para os motoristas brasileiros que nunca se adaptaram à ausência de controles físicos nos carros importados do Oriente.
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