Cinco marcas que você deve evitar na hora de comprar um carro usado
Da chinesa Lifan à indiana Mahindra, fabricantes que saíram do Brasil deixaram proprietários sem peças, sem rede e com carros desvalorizados.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
Comprar um carro usado pode virar um pesadelo quando o fabricante simplesmente deixou de existir no Brasil. Segundo a Auto+, há pelo menos cinco marcas que exigem cautela redobrada no mercado de seminovos — a maioria encerrou operações ou decretou falência no país, deixando proprietários sem assistência técnica e sem peças de reposição.
A Auto+ aponta a Lifan como um dos casos mais emblemáticos: pioneira entre as chinesas em volume de vendas no Brasil, a marca saiu do mercado deixando uma frota desassistida. Modelos como o sedan 530 e o compacto 320 já sofriam críticas por dirigibilidade ruim e pintura fraca; agora, sem peças originais disponíveis, o desgaste mecânico e de funilaria se acelera. Situação parecida enfrenta a Seres, que chegou em 2023 prometendo SUVs elétricos desenvolvidos com a Huawei e logo interrompeu as operações — a publicação destaca que danos estéticos simples chegaram a resultar em perda total decretada por seguradoras, tamanha a escassez e o custo das peças. Já a Neta, segundo a Auto+, limitou-se a importar o hatch Aya e o SUV X antes de ver sua matriz chinesa entrar em crise financeira; boa parte do estoque remanescente foi parar em frotas de locação, o que compromete ainda mais a liquidez no mercado de usados.
A indiana Mahindra e a Chery pré-CAOA completam a lista. A Auto+ lembra que os utilitários Scorpio da Mahindra tinham mecânica turbodiesel robusta, mas sofreram rejeição pelo acabamento interno simples e pela rede de concessionárias enxuta, o que acelerou a depreciação. No caso da Chery, a ressalva vale apenas para os modelos anteriores à parceria com o grupo CAOA — QQ, Celer, Face e Cielo apresentam fragilidades de construção e peças cada vez mais difíceis de encontrar. A exceção dentro da fase inicial, conforme a reportagem, é o Tiggo de primeira geração, cujas origens mecânicas inspiradas em componentes Toyota o tornam menos problemático do que os demais da época.
Fontes
Notícias relacionadas
OutrosVolkswagen XL1, o híbrido mais eficiente do mundo, vai a leilão por R$ 700 mil
Um dos 250 exemplares já produzidos do XL1 está disponível para arrematação, com estimativa de lance em torno de R$ 700 mil.
OutrosEstrada da Morte: a rota boliviana onde uma curva errada pode ser fatal
A rodovia de Yungas Norte, na Bolívia, acumula um histórico aterrorizante de acidentes e é considerada uma das vias mais perigosas do mundo.
OutrosTúnel Santos-Guarujá: primeiro submerso do Brasil começa a ser construído em 2027
Obra aguardada há décadas deve entrar em operação em 2031 e usará tecnologia inédita no país.
OutrosCity Sedan EX lidera ranking de eficiência urbana entre sedãs automáticos com 12,8 km/l
Dados oficiais do PBEV 2026 mostram o Honda à frente do Virtus e do Versa no consumo de gasolina na cidade.
Hyundai apresenta Nexo a hidrogênio em conferência da USP
OutrosDe K.I.T.T. a eVTOLs: o que os carros da ficção científica dizem sobre o que a humanidade quer e teme
Escritor especialista em afrofuturismo analisa como automóveis imaginários revelam a ambiguidade da relação humana com a tecnologia.

