Elétrico próprio ou por assinatura: qual sai mais barato em dois anos?
Desvalorização acelerada dos elétricos muda a conta de quem planeja ficar com o carro por pouco tempo.
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Comprar um carro elétrico zero-quilômetro ou assinar um pelo período de dois anos? A resposta não está só na comparação entre preço de compra e mensalidade. Segundo o Jornal do Carro (Estadão), quem pretende ficar com o veículo por esse prazo precisa colocar na balança a desvalorização do modelo, os custos com seguro, impostos e até o rendimento que o dinheiro poderia gerar se ficasse aplicado.
O ponto mais sensível da conta é a depreciação. O Jornal do Carro aponta que, de acordo com o IBV Auto — índice do banco BV que monitora preços de usados no país —, os elétricos lançados em 2023 já acumulam 46,15% de desvalorização, ante 26,85% dos híbridos e 21,40% dos modelos a combustão. Como referência prática, o BYD Dolphin Mini, lançado em fevereiro de 2024 por R$ 115.800, estava avaliado em R$ 99.905 pela tabela Fipe dois anos depois — uma perda de R$ 15.895, ou 13,7% do valor original, conforme o levantamento do Jornal do Carro.
Para quem opta pela compra, as despesas vão além da depreciação. O Jornal do Carro calcula que, em São Paulo, o Dolphin Mini gera IPVA de R$ 4.249,24 e licenciamento de R$ 174,08 ao ano, além de seguro estimado em R$ 3.800 na média nacional — total de R$ 8.223,32 anuais só em tributos e proteção, sem contar recarga e manutenção. Já na assinatura, o motorista troca essa fragmentação de despesas por uma mensalidade previsível que costuma incluir documentação, impostos e manutenção, mas abre mão de qualquer valor residual ao devolver o veículo.
A escolha, portanto, depende do perfil financeiro de cada um. Quem compra à vista precisa considerar o custo de oportunidade do capital imobilizado; quem financia, os juros do contrato. Na assinatura, o risco de desvalorização fica com a locadora, mas o cliente não acumula patrimônio nem tem entrada para o próximo carro. O Jornal do Carro ressalta ainda que a análise de depreciação dos elétricos é imprecisa no Brasil por dois motivos: a tecnologia é recente e, em muitos modelos, a demanda ainda supera a oferta, o que pode sustentar artificialmente os preços de revenda por ora.
Fontes
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