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Europa limita importação de híbridos chineses e expõe fragilidade da barreira tarifária brasileira

Acordo de quatro anos entre UE e China fixa cota de 300 mil veículos híbridos por ano e acende alerta sobre os modestos 35% de imposto praticados pelo Brasil.

Atualizada em 17 de outubro de 2026 às 09:14· 2 leituras
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COMÉRCIO AUTOMOTIVO

Europa fecha cota e expõe a fragilidade da barreira brasileira

UE limita híbridos chineses a 300 mil unidades/ano — e o Brasil taxa apenas 35%

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A União Europeia acaba de fechar um acordo inicial de quatro anos com a China para conter a entrada de automóveis híbridos e híbridos plug-in no continente, com uma cota anual limitada a 300 mil unidades, segundo a Auto+. A medida é uma resposta direta à escalada dos carros chineses no mercado europeu: de apenas 1% de participação há cinco anos para 10% atualmente, de acordo com o mesmo veículo.

O presidente francês Emmanuel Macron celebrou o acordo como forma de "proteger melhor o mercado europeu contra a concorrência desleal", conforme declaração reproduzida pela Auto+ com base na agência France Press. Já autoridades chinesas, citadas pela Reuters e mencionadas pela Auto+, adotaram tom diplomático ao afirmar que a China seria parceira na solução dos problemas europeus, e não sua causa. O pano de fundo, aponta a Auto+, é uma combinação de altos subsídios governamentais à eletrificação dentro da China e restrições de acesso impostas às montadoras europeias no mercado interno chinês, que movimenta cerca de 30 milhões de veículos por ano.

O contraste com o Brasil é o ponto central da análise da Auto+: enquanto a UE pratica alíquotas de até 48% — podendo chegar a 64% dependendo do fabricante — e os EUA taxam carros chineses entre 125% e 247%, o governo brasileiro demorou para reagir e fixou o imposto de importação em apenas 35%. Para a Auto+, esse patamar funciona mais como um convite do que como uma barreira real, insuficiente para proteger empregos e a cadeia produtiva nacional. O veículo ressalta que ninguém espera que o Brasil chegue aos extremos americanos, mas que o sinal emitido até agora pelo governo federal é de "boas-vindas" às montadoras chinesas.

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