Fiat Pulse fura dois pneus em teste de longa duração e coloca monitor de pressão à prova
SUV da Fiat enfrentou dois furos em estados diferentes durante o teste da Quatro Rodas, revelando limitações e acertos do sistema de monitoramento de pressão sem sensores físicos.
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O Fiat Pulse em teste de longa duração pela Quatro Rodas passou por uma sequência de contratempos que poucos motoristas gostariam de enfrentar: dois pneus furados em cidades diferentes, com o agravante de um deles ocorrer na terça-feira de Carnaval. A situação, porém, serviu para avaliar na prática o monitor de pressão do SUV — um sistema indireto, que não usa sensores físicos dentro dos pneus, mas detecta variações no diâmetro de rotação das rodas.
Segundo a Quatro Rodas, o sistema se mostrou funcional, mas com uma limitação clara: ele só emite alerta quando a perda supera 5 psi. No primeiro episódio, o repórter João Vitor Ferreira já havia notado pressão abaixo do ideal no pneu traseiro direito antes de qualquer aviso do carro — o alerta só veio dias depois e cerca de 1.000 km mais tarde, quando o esvaziamento se intensificou. Várias borracharias próximas ao estádio do Morumbi, em São Paulo, recusaram o serviço. Quem resolveu o problema foi a RM Rodas, no Jardim Previdência, optando pelo reparo a frio — técnica que desmonta o pneu e aplica remendo por dentro — ao custo de R$ 120.
O segundo furo aconteceu no Rio de Janeiro e tinha um parafuso como culpado. A Quatro Rodas relata que, sem borracharia aberta por conta do feriado, a saída foi usar um compressor portátil e monitorar a pressão durante os quase 450 km de volta a São Paulo — a pressão caiu apenas de 36 para 33 psi no trajeto todo, o que a publicação classifica como sorte. O reparo idêntico ao anterior foi feito na Borracharia Pneus Asas, na Avenida dos Bandeirantes, também por R$ 120, totalizando R$ 240 em consertos no período.
Aos 31.143 km rodados desde dezembro de 2024, a Quatro Rodas aponta que o Pulse Impetus T200 Hybrid registrou consumo médio de 12,2 km/l com 44% de uso urbano, e de 11,1 km/l no mês em questão, com 12,4% de rodagem na cidade. Os gastos com combustível no período chegaram a R$ 1.897, e o custo total de revisões previstas até 100.000 km é estimado em R$ 8.622.

