Garantia das chinesas no Brasil: de 5 a 10 anos, mas com regras bem diferentes entre as marcas
BYD, Caoa Chery, Caoa Changan, Foton e GAC oferecem coberturas extensas, mas prazos e condições variam bastante conforme o componente e o tipo de uso.
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As montadoras chinesas que operam no Brasil vêm usando a garantia estendida como argumento de venda, mas a Quatro Rodas alerta que não existe um padrão unificado entre elas: os prazos mudam conforme o componente, o limite de quilometragem e até a finalidade do veículo — uso particular ou comercial. Segundo a publicação, revisões feitas fora do prazo, peças não genuínas, modificações não autorizadas e uso comercial não declarado são os principais fatores que podem anular a cobertura.
No campo das marcas, a Quatro Rodas aponta que a BYD oferece seis anos de garantia para uso particular, sem mencionar limite de quilometragem geral, enquanto a bateria de tração fica coberta por oito anos sem restrição de km nessa mesma modalidade. Já para uso comercial, a cobertura cai para dois anos ou 100.000 km no veículo e oito anos ou 500.000 km na bateria. A Caoa Chery, segundo a revista, ampliou sua garantia em 2026 de cinco para sete anos ou 150.000 km — válida para ano-modelo 2026/2027 —, com cobertura específica de oito anos ou 150.000 km para baterias de tração. A Caoa Changan acompanha o mesmo prazo de sete anos ou 150.000 km, mas reduz drasticamente para um ano ou 150.000 km no uso comercial.
O destaque em extensão de prazo fica com a Foton: a Quatro Rodas informa que as picapes Tunland V7 e V9 chegam a dez anos de garantia, sem limite de quilometragem nos primeiros cinco anos e com teto de 200.000 km a partir daí. A GAC, por sua vez, cobre seus modelos por até cinco anos ou 150.000 km no uso particular, com a bateria e o conjunto de acionamento elétrico garantidos por oito anos ou 150.000 km. A reportagem recomenda consultar os manuais disponíveis nos sites de cada fabricante, já que os detalhes por componente e ano-modelo podem variar dentro de uma mesma marca.
Fontes
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