GM vai usar robôs e IA para avaliar fornecedores e quem não atingir nota 4,5 pode perder contratos
Montadora americana redesenha critérios de seleção de parceiros industriais com tecnologia de automação e inteligência artificial.
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A General Motors está mudando as regras do jogo na relação com seus fornecedores. Segundo o Notícias Automotivas, a montadora passou a incorporar robôs e inteligência artificial no processo de avaliação e seleção de parceiros industriais, tornando o critério técnico tão ou mais relevante do que o preço das peças fornecidas.
De acordo com o Notícias Automotivas, o novo sistema atribui uma pontuação a cada fornecedor, e quem não alcançar a nota mínima de 4,5 no índice interno da GM corre o risco concreto de ser excluído das próximas rodadas de contratação. A mudança representa uma virada significativa na lógica de compras da empresa, que historicamente priorizava competitividade de custo.
O Notícias Automotivas aponta que a adoção dessas ferramentas automatizadas permite à GM monitorar desempenho, qualidade e conformidade de fornecedores em tempo real, reduzindo a subjetividade nas decisões e acelerando o processo de triagem. A pressão sobre a cadeia de suprimentos, portanto, deixa de ser apenas financeira e passa a ter um componente tecnológico e de governança cada vez mais exigente.
O movimento da GM reflete uma tendência mais ampla da indústria automotiva global, que busca cadeias de fornecimento mais resilientes e rastreáveis após os choques logísticos dos últimos anos. Para os fornecedores brasileiros que atendem à montadora, a mensagem é clara: digitalizar processos e atingir padrões elevados de desempenho deixou de ser diferencial e virou pré-requisito.
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