GWM confirma segunda fábrica no Brasil em Aracruz (ES): 9 mil empregos, R$ 4,6 bi e ORA 5 nacional
Montadora chinesa oficializa parceria com o governo do Espírito Santo para planta multienergia com capacidade inicial de 100 mil unidades por ano e início das operações previsto para 2029
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A montadora chinesa GWM deu um passo concreto em sua estratégia de expansão no Brasil ao confirmar, nesta terça-feira (30), a instalação de uma nova unidade industrial no município de Aracruz, no Espírito Santo. Segundo a Autoesporte, o projeto nasceu de um acordo direto com o governo estadual e prevê o início das operações em 2029, com a geração de 9 mil postos de trabalho diretos. O UOL Carros reforça que a oficialização marca o segundo complexo fabril da GWM no país, consolidando a parceria com o Governo do Espírito Santo.
A escolha de Aracruz não é casual. A Quatro Rodas aponta que o porto da cidade já é utilizado pela GWM para importar tanto veículos prontos quanto unidades desmontadas destinadas à fábrica de Iracemápolis (SP). Com a nova planta, a montadora elimina o trecho logístico de transporte de peças até o interior paulista, agilizando o processo de montagem. A Autoesporte também destaca fatores como a proximidade com grandes centros consumidores, o acesso ao litoral e a estabilidade regulatória do Espírito Santo.
O diferencial da planta capixaba, de acordo com a Autoesporte, está no conceito de multienergia: a mesma linha de produção será capaz de montar veículos elétricos, híbridos e movidos a combustão convencional. O UOL Carros confirma essa vocação ao descrever a unidade como preparada para os três tipos de motorização em uma única estrutura. A Quatro Rodas reforça que a GWM apresenta isso como vantagem competitiva concreta — em momentos de queda na procura por elétricos, a fábrica pode redirecionar capacidade produtiva para híbridos ou modelos a combustão, evitando ociosidade do maquinário.
A nova fábrica integra o ciclo de investimentos de R$ 10 bilhões até 2032 no mercado brasileiro, conforme aponta a Autoesporte. A Quatro Rodas acrescenta que o complexo capixaba deve receber um aporte específico de aproximadamente R$ 4,6 bilhões. A primeira fase prevê capacidade para até 100 mil unidades anuais, com expansão para 200 mil unidades por ano a partir de 2030, segundo a publicação. Além de atender a demanda interna, a Autoesporte informa que a GWM projeta usar a unidade como base de exportação para Argentina, México, Chile, Colômbia e Uruguai.
ORA 5: primeiro produto da linha e possíveis novas versões
O SUV elétrico ORA 5 já está confirmado como um dos primeiros modelos a sair das esteiras da nova unidade — dado que o UOL Carros também destaca ao nomear o modelo diretamente no anúncio oficial da segunda fábrica. A Quatro Rodas observa que a escolha faz sentido estratégico: o modelo existe em configurações elétrica, híbrida e a combustão puro em outros mercados, o que se alinha diretamente à proposta multienergia da planta. A montagem local abriria caminho para a estreia dessas variantes no Brasil — embora a GWM não confirme oficialmente a chegada delas, segundo a publicação.
O ORA 5, que a Autoesporte descreve como o primeiro SUV 100% elétrico da GWM no Brasil, chegou ao mercado por R$ 159 mil em versão única. A Quatro Rodas detalha que o modelo se posiciona um degrau acima do ORA 03 e corrige críticas recorrentes a outras linhas da marca, como a dependência excessiva de comandos em telas táteis. Na publicação, o motor elétrico é especificado em 171 cv e 25,5 kgfm — número que difere dos 204 cv citados pela Autoesporte, sugerindo diferença de metodologia de medição entre as fontes.
Na fita métrica, a Quatro Rodas aponta 4,30 m de comprimento, com ganho de cinco centímetros em relação ao antecessor ORA 03, resultando em mais espaço interno. Já a Autoesporte registra 4,47 m — divergência que pode indicar versões ou mercados distintos sendo comparados. O equipamento de série inclui teto solar panorâmico, multimídia de 14,6 polegadas, carregador por indução de 50 W e seis airbags, conforme a Autoesporte. A bateria de 58 kWh entrega autonomia declarada de 349 km, e o porta-malas de 362 litros fica, segundo a mesma publicação, abaixo da média dos concorrentes diretos.
Fontes
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