Jeep Avenger chega ao Brasil como o híbrido mais barato do país, a partir de R$ 114.990
Menor SUV da história da Jeep desembarca em quatro versões, com motor 1.0 turbo flex híbrido leve e tecnologia que supera rivais diretos como Kardian e Sonic
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
O menor SUV da história da Jeep chegou ao Brasil. A Quatro Rodas revela que o Avenger desembarca em quatro versões — Altitude, Altitude Pack, Longitude e Limited —, com valores que vão de R$ 114.990 a R$ 145.990. As reservas foram abertas a partir desta quinta-feira (13).
Segundo a Autoesporte, o preço de entrada de R$ 114.990 é válido apenas para as primeiras mil unidades da versão Altitude — tornando o Avenger, nessa configuração, o híbrido mais barato em comercialização no Brasil. Quem quiser adicionar câmera de ré, barras de teto e teto preto pode optar pelo pacote Altitude Pack, com preço especial de R$ 124.990 para as primeiras duas mil unidades. As versões Longitude e Limited saem por R$ 135.990 e R$ 145.990, respectivamente. A Quatro Rodas aponta que a estratégia de lote promocional repete o que a marca já fez com o Renegade.
Segundo o UOL Carros, a Jeep posiciona o Avenger como seu maior lançamento do ano, descrevendo o modelo como um SUV de perfil urbano que, ao mesmo tempo, carrega o DNA aventureiro característico da marca. O veículo se coloca diretamente abaixo do Renegade na hierarquia da marca e mira concorrentes como Chevrolet Sonic, Renault Kardian e o futuro Volkswagen Tera. As entregas, ainda de acordo com a publicação, estão previstas para começar ainda em agosto. A Autoesporte acrescenta que, durante a apresentação do modelo, executivos da Stellantis confirmaram que vendas para locadoras e grandes frotas não estão nos planos imediatos — mas também não foram descartadas para o futuro.
Em termos de dimensões, a Quatro Rodas destaca que o Avenger mede 4,08 metros de comprimento, 1,98 m de largura, 1,58 m de altura e 2,56 m de entre-eixos, tornando-o o menor do segmento em comprimento. O porta-malas, medido pelo padrão VDA adotado pelos concorrentes, fica em cerca de 320 litros — a Stellantis divulga 410 litros usando metodologia própria de preenchimento com líquido, diferença que a revista faz questão de esclarecer.
No campo do design, a Autoesporte aponta que esse é um dos principais argumentos de venda do modelo. A grade mantém as tradicionais sete fendas da marca e, na versão Limited, pode ser iluminada. Os para-lamas têm recorte marcado para valorizar as rodas de 18 polegadas da configuração topo de linha, e os apliques pretos percorrem a silhueta do carro. A coluna C traz uma assinatura visual que remete ao Compass. Por dentro, a publicação descreve o ambiente como sóbrio e funcional. Apesar do tamanho enxuto, a Quatro Rodas ressalta que o modelo pode ser equipado com faróis full-LED matriciais e teto solar elétrico, itens ausentes nos rivais diretos.
A Autoesporte chama atenção para algumas ressalvas no pacote de equipamentos: desde a versão de entrada, o ar-condicionado está presente, mas não é automático — o controle é feito por um mostrador digital sem regulagem de temperatura automática. O painel de instrumentos digital também está disponível desde a Altitude, mas com tela menor, que só cresce nas versões superiores. A Quatro Rodas confirma que o painel varia entre 7 e 10,25 polegadas conforme a configuração.
A personalização é outro ponto destacado pela Autoesporte como diferencial competitivo. Já no lançamento, a Jeep firmou parceria com a marca californiana Deus Ex Machina para oferecer opções de customização ao comprador.
Sob o capô, todas as versões compartilham o mesmo conjunto híbrido leve de 12 volts (MHEV), com motor 1.0 turbo flex de três cilindros. Segundo a Quatro Rodas, a novidade em relação a outros modelos da Stellantis que já usam esse powertrain — como Peugeot 208, Fiat Pulse e Fastback — é um recalibramento que fixa a potência em 116 cv tanto no ciclo a etanol quanto a gasolina, enquanto os demais mantêm 130 cv com etanol e 125 cv com gasolina. O torque de 20,5 kgfm e o câmbio automático permanecem inalterados. O sistema elétrico substitui o alternador e o motor de partida convencionais, sendo alimentado por uma bateria de íons de lítio de 256 Wh alojada sob o banco do motorista.
No quesito tecnologia, a Quatro Rodas aponta que todas as configurações trazem central multimídia de 10 polegadas com espelhamento sem fio e assistente de voz baseado em inteligência artificial via ChatGPT. O pacote de segurança inclui seis airbags, assistente de permanência em faixa e frenagem autônoma de emergência com câmera já na versão de entrada, com adição de radar frontal nas configurações superiores. A Autoesporte reforça que, mesmo comparado a rivais como Volkswagen Tera, Chevrolet Sonic e Fiat Pulse, o Avenger entrega um conjunto tecnológico competitivo já nas versões iniciais.
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