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Leapmotor B10 REEV chega ao Brasil por R$ 179.990 com tecnologia 'híbrida às avessas'

SUV compacto usa motor 1.5 apenas como gerador de eletricidade, nunca para mover as rodas, e promete até 900 km de autonomia combinada

Atualizada em 29 de setembro de 2026 às 09:06· 2 fontes· 3 leituras
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LANÇAMENTO 2026

Leapmotor B10 REEV chega ao Brasil por R$ 179.990

SUV híbrido com extensor de autonomia: motor a gasolina nunca toca as rodas — só gera energia.

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A Leapmotor acaba de apresentar seu mais novo modelo para o mercado brasileiro: o B10 REEV, com preço de R$ 179.990. Segundo a Auto+, trata-se do último lançamento da marca no país em 2026 e ele chega com a proposta de entregar a experiência de dirigir um elétrico sem a ansiedade de encontrar um carregador em viagens longas. A fórmula é a mesma já usada no C10 REEV: o motor a gasolina 1.5 16V nunca toca as rodas — ele existe apenas para gerar eletricidade quando necessário, enquanto um motor elétrico traseiro de 218 cv e 24,5 kgfm de torque é o único responsável pela tração.

A Autoesporte define o sistema como um híbrido "às avessas": ao contrário dos plug-ins convencionais, em que o motor a combustão pode acionar as rodas diretamente, no B10 REEV ele atua exclusivamente como gerador para recarregar a bateria que alimenta o motor elétrico. A publicação lembra que essa mesma arquitetura, chamada REEV (sigla em inglês para veículo elétrico de autonomia estendida), já está disponível no C10 híbrido, irmão maior do B10, vendido no Brasil desde novembro de 2025.

A Auto+ destaca que a bateria LFP de 18,8 kWh, fabricada pela própria Leapmotor e integrada estruturalmente à carroceria pelo sistema Cell-to-Chassis, garante 68 km de autonomia elétrica pura, conforme medição do Inmetro. Com o tanque de gasolina complementando o sistema, a marca anuncia até 900 km de autonomia combinada pelo ciclo europeu WLTP. Na etiqueta brasileira do PBEV, o consumo registrado é de 13,5 km/l na cidade e 12,3 km/l na estrada. A Autoesporte acrescenta um dado relevante para quem usa carregadores rápidos de 46 kW: a bateria vai de 30% a 80% da carga em apenas 18 minutos. Na recarga lenta, em corrente alternada de até 6,6 kW, o tempo é de cerca de 3h30.

No visual, a Auto+ aponta que o B10 REEV mantém praticamente o mesmo desenho do B10 elétrico, com dianteira sem grade e faróis Full LED Wing Star. A diferença mais evidente fica na traseira, onde o REEV ganhou uma faixa iluminada contínua conectando as lanternas — elemento ausente na versão puramente elétrica. O porta-malas tem capacidade de 350 litros, com abertura elétrica acionável pela central multimídia, expandindo para 1.419 litros com os bancos rebatidos.

O interior também recebeu upgrades em relação ao B10 100% elétrico. A Autoesporte lista as principais novidades: ajuste elétrico dos bancos com mais opções de regulagem, resfriamento dos dois bancos dianteiros, rebatimento elétrico dos retrovisores, apoio de braço no banco traseiro, iluminação interna personalizável e sistema de som com 12 alto-falantes — o dobro dos seis presentes na versão puramente elétrica. Entre os equipamentos de série, a publicação destaca ainda a central multimídia de 14,6 polegadas destacada do console, abertura das portas por cartão NFC, sete airbags, câmera de monitoramento do nível de atenção do motorista, sistema de condução semiautônoma nível 2, teto solar panorâmico e rodas de aro 18. A Auto+ também ressalta que o conjunto mecânico passou por validação da engenharia da Stellantis e recebeu ajustes voltados ao uso brasileiro.

Com esse posicionamento de preço, a Leapmotor coloca o B10 REEV diretamente na faixa mais disputada entre os SUVs chineses no Brasil, enfrentando rivais como BYD Song Pro, Jaecoo 7, Geely EX5 e CAOA Changan CS55, conforme aponta a Auto+. A tração traseira — resultado da posição do motor elétrico no eixo de trás — é apontada pela publicação como um diferencial técnico em relação à maioria dos híbridos plug-in concorrentes, que geralmente adotam tração dianteira. A Autoesporte contextualiza o desafio comercial da marca: entre janeiro e agosto de 2026, os híbridos plug-in responderam por 64% das vendas de eletrificados no Brasil, ante 37% dos híbridos plenos. Apesar do porte e da faixa de preço semelhantes, o C10 híbrido vendeu o equivalente a apenas 8% do volume registrado pelo BYD Song nos nove primeiros meses do ano, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) citados pela publicação.

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