Lecar culpa 'torcida contra' por perda de parceiros chineses e devoluções a clientes
Fundador da startup brasileira atribui revés do negócio a críticas públicas sobre seu modelo de compra programada.
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A Lecar, startup brasileira que prometia comercializar carros elétricos por meio de um modelo de compra programada, está na berlinda. Segundo o UOL Carros, o fundador Flavio Figueiredo admitiu que a empresa devolveu dinheiro a clientes que desistiram do negócio — e apontou como principal vilão da história a repercussão negativa gerada por questionamentos públicos ao seu modelo de negócios.
De acordo com o UOL Carros, Figueiredo afirma que a pressão das críticas teria sido determinante para afastar potenciais parceiros chineses, que seriam os fornecedores dos veículos comercializados pela Lecar. O fundador usa a expressão 'torcida contra' para descrever o ambiente que, segundo ele, prejudicou as negociações e abalou a confiança de consumidores que já haviam aderido ao plano.
O UOL Carros aponta que o modelo de compra programada da Lecar já vinha sendo questionado por especialistas e consumidores antes mesmo de a empresa consolidar sua estrutura de fornecimento. A combinação de um produto ainda sem entrega garantida e de um formato de aquisição pouco convencional no mercado automotivo brasileiro teria criado um terreno fértil para a desconfiança.
O caso expõe os desafios enfrentados por startups que tentam disruptar o setor automotivo nacional sem produto físico consolidado. Enquanto Figueiredo responsabiliza agentes externos pelo tropeço, o episódio reacende o debate sobre transparência e solidez financeira em modelos de pré-venda no segmento de elétricos no Brasil.
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