Marca chinesa Aito, parceira da Huawei, estuda entrada no Brasil em 2028
Fabricante avalia lançar SUVs de luxo no país com foco na tecnologia embarcada da Huawei, mas prioriza a Europa por enquanto.
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A fabricante chinesa Aito estuda entrar no mercado brasileiro em 2028, segundo apuração do Jornal do Carro realizada no Salão de Paris. A estratégia vai além de simplesmente vender carros: a empresa quer destacar sua parceria tecnológica com a Huawei como diferencial competitivo, explorando o ecossistema HarmonyOS, sistemas de assistência ao motorista e conectividade avançada como pilares da marca no país.
De acordo com o Jornal do Carro, fontes ligadas à empresa confirmaram conversas já iniciadas com concessionários brasileiros, mas ressaltaram que tudo ainda está em fase de estudos. A prioridade imediata da Aito é a entrada na Europa, prevista para 2027. A publicação também lembra que o site Auto+ havia ventilado a possibilidade de chegada ao Brasil ainda em agosto de 2025, sem data definida. Um ponto sensível da estratégia local é o distanciamento da Seres — sócia da Aito na China e marca que teve passagem problemática no mercado brasileiro —, com a intenção de construir uma identidade própria junto ao consumidor nacional.
No Salão de Paris, a Aito exibe quatro SUVs de grande porte: os modelos 6, 7, 8 e 9 (chamados de M6 a M9 na China). Segundo o Jornal do Carro, o menor deles, o M6, já mede 4,96 metros de comprimento e oferece versões totalmente elétricas e com extensor de autonomia (REEV), nas quais um motor 1.5 turbo atua como gerador enquanto os motores elétricos movem as rodas. No topo da linha está o M9, flagship da marca, com 5,23 metros. A empresa, porém, ainda não definiu quais modelos seriam comercializados no Brasil — e admite que novos produtos devem surgir até lá. 'Certamente, se fecharmos nossa ida ao Brasil, já teremos lançado novos produtos', disse a equipe de comunicação da Aito ao Jornal do Carro.
Fontes
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