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Michelin não vai embora do Brasil: empresa mantém fábricas em seis estados após fechar unidade de Guarulhos

Boato viral nas redes sociais confunde encerramento de uma planta específica com saída total da fabricante francesa do país.

Atualizada em 3 de julho de 2026 às 09:04· 15 leituras
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Michelin não vai embora do Brasil

Fechamento de uma fábrica em Guarulhos virou fake news de saída total da empresa do país.

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Uma onda de publicações no Instagram, Facebook e X espalhou a informação falsa de que a Michelin estaria abandonando o Brasil depois de encerrar as operações de sua fábrica em Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo a Autoesporte (G1 Carros), a afirmação é fake: o fechamento da unidade paulista não representa o fim das atividades da empresa no país.

A própria Michelin esclareceu o caso em nota enviada à equipe do Fato ou Fake. Conforme a assessoria da companhia, a decisão de encerrar gradualmente a fábrica de Guarulhos foi anunciada ainda em junho de 2024, com desativação concluída até o fim de 2025 — portanto, não se trata de novidade. A empresa garante que segue operando no Brasil com unidades no Amazonas, na Bahia, no Espírito Santo, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo, mantendo o que chama de 'ciclo completo de produção' no território nacional.

A Autoesporte destaca que o fechamento de Guarulhos teve motivação econômica bem definida: a unidade produzia câmaras de ar para pneus de motos e bicicletas, pneus industriais e produtos semiacabados, segmentos duramente pressionados pela entrada de importados asiáticos vendidos abaixo do custo local. O cenário é corroborado pela Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), que, segundo a reportagem, procurou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em junho de 2026 pedindo medidas contra a concorrência desleal. A entidade aponta que os fabricantes nacionais encerraram o primeiro quadrimestre de 2026 com apenas 31% de participação nas vendas totais de pneus — o pior índice da série histórica —, enquanto os importados dominaram 69% do mercado. Em 2019, a proporção era exatamente inversa.

A Autoesporte lembra ainda que boatos semelhantes circularam recentemente envolvendo outras marcas, como Adidas, Nike, Umbro e Toyota, todos igualmente desmentidos pela equipe de checagem do Fato ou Fake. O padrão das publicações falsas costuma associar fechamentos pontuais de unidades industriais a narrativas políticas, amplificando desinformação sobre o ambiente de negócios no Brasil.

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