Motorista de app gasta até R$ 5,7 mil por mês só para trabalhar, aponta estudo do TST
Ferramenta criada por motorista paulistano ajuda a separar faturamento de lucro real na atividade.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
Quem dirige por aplicativo costuma olhar para o extrato de corridas e enxergar um número que parece promissor — mas está longe de representar o que sobra no bolso. Segundo estudo divulgado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e citado pelo Jornal do Carro (Estadão), os custos mensais da atividade podem ultrapassar R$ 5 mil: para quem usa veículo próprio, a estimativa chega a R$ 5.566; para quem trabalha com carro alugado, a R$ 5.706. Os cálculos consideram uma jornada de oito horas diárias, 22 dias por mês e velocidade média de 25 km/h — o que resulta em cerca de 4,4 mil quilômetros rodados. Na prática, o custo por quilômetro para quem tem carro próprio fica em torno de R$ 1,26.
Foi justamente para tornar essa conta mais transparente que o motorista e desenvolvedor Luís Carlos Colucci, de São Paulo, criou o Visione Motorista em parceria com Michele Barros Colucci, conforme relata o Jornal do Carro. O aplicativo permite registrar corridas e despesas — combustível, manutenção, taxas e outros custos — para que o profissional visualize quanto de fato ficou com ele ao final do dia ou do mês. A ferramenta está disponível para Android na Google Play em três versões: gratuita (com anúncios), plano Básico (R$ 9,90/mês ou R$ 99/ano) e plano Completo (R$ 24,90/mês ou R$ 249/ano), este último com análises financeiras avançadas e agenda de passageiros.
Além dos custos elevados, o Jornal do Carro aponta que os motoristas de plataformas digitais trabalham mais e ganham menos por hora do que outros condutores. Em 2025, esses profissionais registraram jornada média de 45,9 horas semanais com remuneração de R$ 14,40 por hora, enquanto demais motoristas de automóveis trabalharam 40,4 horas e receberam R$ 16 por hora — ou seja, cinco horas e meia a mais por semana e 10% menos de remuneração horária. Para ilustrar a diferença entre faturamento e lucro, o Jornal do Carro simula um motorista que recebe R$ 300 em corridas num dia: descontados R$ 80 de combustível, R$ 20 de alimentação e R$ 30 reservados para manutenção e seguro, sobram R$ 170 — equivalente a R$ 21,25 por hora numa jornada de oito horas. Pelos parâmetros do estudo do TST, porém, o custo diário para quem roda com carro próprio chega a cerca de R$ 253, o que pode deixar a margem ainda mais estreita.
Fontes
Notícias relacionadas
OutrosVolvo abre exposição gratuita em São Paulo para celebrar sua história de segurança
Acervo reúne clássicos e modelos atuais para mostrar os pioneirismos da marca sueca que transformaram a indústria automobilística.
OutrosTratorUno: o fenômeno cultural do Fiat Uno mais resistente do Brasil
Das ruas ao meme, o Fiat Uno virou símbolo de resiliência no imaginário brasileiro — e a escada no teto só reforça a lenda
OutrosGeração Z prefere sedãs a SUVs nos EUA, aponta levantamento
Pesquisas mostram que jovens americanos estão escolhendo sedãs compactos em vez de SUVs, puxados principalmente pelo preço mais baixo e por famílias menores.
Após bater a 450 km/h, hipercarro da BYD consegue quebrar o recorde e ultrapassa os 500 km/h
Com mais de 3.000 cv, modelo elétrico chinês ultrapassa barreira histórica e se torna o carro elétrico de produção mais rápido do mundo, segundo o Motor1 Brasil
Tesla vai encerrar produção da Cybertruck, picape polêmica que fracassou nas vendas
OutrosBicarbonato no carro: fabricantes alertam sobre riscos de produtos caseiros no interior
Ford e Tesla orientam o uso de soluções específicas para cada tipo de superfície e advertem contra misturas domésticas que podem danificar bancos, carpetes e telas.

