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Neta sobrevive no Brasil com estoques do primeiro lote enquanto matriz chinesa tenta se reerguer

Marca chegou ao país em novembro de 2024 com planos ambiciosos, mas crise na China reduziu drasticamente sua operação — e ela ainda assim vende carros por aqui.

Atualizada em 24 de julho de 2026 às 11:03· 15 leituras
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MARCAS CHINESAS

Neta vende carros no Brasil com estoque do primeiro lote enquanto matriz luta para sobreviver na China

Crise financeira da Hozon Auto não fechou a operação brasileira — e os elétricos ainda saem.

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A Quatro Rodas aponta que, entre as 28 marcas chinesas presentes no mercado brasileiro, a Neta ocupa uma posição peculiar: chegou com promessas de rede de concessionárias e até fábrica local em novembro de 2024, mas viu esses planos desmoronarem junto com uma grave crise financeira da matriz, a Hozon Auto, que paralisou a produção em Tongxiang e levou a empresa à recuperação judicial na China. Mesmo assim, a operação brasileira não fechou as portas.

Segundo a Quatro Rodas, a marca comercializou 133 unidades no Brasil em 2026 — 96 do modelo X e 37 do Aya —, com base em dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Os carros disponíveis são do primeiro lote importado, vendidos com descontos e majoritariamente para locadoras. Fabricio Pereira, administrador da Neta Auto do Brasil, afirma à publicação que os veículos têm sido bem recebidos: os modelos da marca figuram entre os mais requisitados por motoristas de aplicativo nas frotas parceiras.

A Quatro Rodas detalha que a estrutura da Neta no país se resume a um escritório na Avenida Paulista, um centro logístico em Perus (SP) e um armazém de peças em São Bernardo do Campo com mais de 600 referências. Peças urgentes chegam da China em 10 a 15 dias por via aérea, segundo Pereira. A única concessionária ativa é a Potenza, no Rio de Janeiro, que opera no modelo multimarcas com seminovos — outros grupos estariam, segundo a marca, aguardando sinal verde da matriz para retomar a expansão.

No front chinês, a Quatro Rodas informa que novos investidores evitaram a falência da Hozon Auto e que o plano de recuperação judicial foi aprovado pelos credores em assembleia realizada em julho. A gestão da fábrica está sob controle de um administrador independente (trustee), medida que, segundo Pereira, protege a linha de produção e mantém as licenças industriais intactas. Sem data definida para normalização, a operação brasileira segue em compasso de espera — vendendo o que tem em estoque enquanto torce pela sobrevivência da marca na China.

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