Nissan Kicks completa 10 anos no Brasil e ainda convence no mar de SUVs chineses
Com quase 450 mil unidades vendidas, o SUV japonês é avaliado pelo Jornal do Carro em teste de sete dias que aponta virtudes e defeitos do modelo Platinum.
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O Nissan Kicks chegou ao Brasil em agosto de 2016, durante as Olimpíadas do Rio, e desde então acumulou quase 450 mil unidades vendidas no país, segundo o Jornal do Carro. No mundo, o modelo já ultrapassou 1,8 milhão de unidades produzidas para mais de 70 países — números que, dez anos depois, ainda sustentam sua relevância em um segmento que hoje fervilha de concorrentes, especialmente os SUVs elétricos chineses que vêm conquistando fatias crescentes do mercado nacional.
Em teste de sete dias com a versão Platinum, o Jornal do Carro destaca que o Kicks não tenta imitar um esportivo — e essa honestidade é justamente um de seus trunfos. A direção é leve, mas transmite firmeza em velocidades mais altas e nas trocas de faixa. A suspensão, por sua vez, absorve irregularidades sem transformar o carro em algo molenga, entregando conforto sem abrir mão da sensação de controle. Os sistemas de assistência à condução — câmeras, sensores e alertas — reforçam essa percepção de segurança, ainda que, conforme aponta a publicação, o carro peque pelo excesso de alarmes em situações corriqueiras.
No campo da praticidade, o Jornal do Carro elogia a central multimídia por ser intuitiva e direta, sem exigir manual para operar funções básicas. A ressalva fica por conta da ausência de entrada USB padrão: o modelo conta apenas com USB-C, o que pode pegar desprevenidos os usuários com cabos mais antigos. As câmeras de estacionamento, por outro lado, são apontadas como recurso que só revela seu valor real em manobras apertadas — daqueles itens que parecem supérfluos até o momento em que fazem falta.
A conclusão do Jornal do Carro é que o Kicks segura bem a pressão dos rivais mais novos por entregar exatamente o que promete: um SUV compacto prático, confortável e com boa sensação de controle ao volante. Não é um carro de firulas, mas tampouco deixa a desejar no essencial — e, dez anos depois do lançamento, isso ainda parece ser suficiente para mantê-lo competitivo.
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