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O elétrico americano de 1918 que já rodava 129 km com uma carga

Muito antes dos carros modernos a bateria, o Detroit Electric mostrava que a tecnologia elétrica não é novidade — e por que ela demorou um século para vingar.

Atualizada em 20 de agosto de 2026 às 13:07· 13 leituras
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HISTÓRIA ELÉTRICA

O elétrico de 1918 que já rodava 129 km com uma carga

O Detroit Electric provou que a tecnologia elétrica chegou cedo demais — não por falta de mérito, mas por falta de ecossistema.

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Quando alguém afirma que o carro elétrico é uma invenção recente, a história discorda com força. Segundo o InsideEVs Brasil, o Detroit Electric — fabricado nos Estados Unidos no início do século XX — já era capaz de percorrer até 129 quilômetros com uma única carga em 1918, número que rivalizaria com muitos elétricos populares de entrada vendidos hoje.

O segredo, se é que se pode chamar assim, estava em um conjunto de 42 baterias de chumbo-ácido que pesava consideravelmente e limitava a velocidade máxima do veículo a modestos 32 km/h, conforme aponta o InsideEVs Brasil. Era um carro pensado para o ritmo urbano da época — lento, silencioso e de operação simples, características que o tornavam especialmente popular entre mulheres da classe alta americana, que preferiam evitar a trabalhosa manivela de partida dos carros a combustão.

Então por que os elétricos desapareceram por quase cem anos? O InsideEVs Brasil explica que a combinação entre a popularização do motor a explosão, a queda no preço da gasolina e a produção em escala do Ford Modelo T tornou os elétricos economicamente inviáveis já na década de 1920. A infraestrutura de abastecimento de combustível se expandiu rapidamente pelo interior dos EUA, enquanto as baterias de chumbo não evoluíam na mesma velocidade — um gargalo tecnológico que só seria superado décadas depois com o lítio.

O caso do Detroit Electric é um lembrete de que a tecnologia elétrica chegou cedo demais ao mercado — não por falta de mérito, mas por falta de ecossistema. Hoje, com redes de recarga em expansão, baterias cada vez mais densas e montadoras como BYD, Tesla e Volkswagen disputando espaço nas garagens brasileiras, o cenário finalmente se inverteu. O que era limitação virou vantagem, e o que era nicho virou mainstream.

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