Prefeitura de Jacareí inicia processo de desapropriação da fábrica da Caoa Chery após anos de inatividade
Unidade parada desde 2022 no Vale do Rio Paraíba do Sul pode ser retomada pelo município após montadora não apresentar plano concreto de reativação
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
A paciência da prefeitura de Jacareí com a Caoa Chery chegou ao limite. Segundo a Quatro Rodas, a administração municipal comunicou oficialmente o início do processo de desapropriação da área onde funciona — ou melhor, onde deveria funcionar — a fábrica da montadora no interior de São Paulo. O imóvel está desativado desde 2022 e, até agora, nenhum plano concreto de reativação foi apresentado.
Localizada no Vale do Rio Paraíba do Sul, a unidade acumula anos de silêncio. O Notícias Automotivas reforça que a planta segue completamente paralisada, sem qualquer sinal de movimentação por parte da empresa para retomar as operações na região.
A Quatro Rodas aponta que as negociações entre as partes se arrastam desde junho de 2025, quando o município exigiu esclarecimentos sobre o futuro da unidade. Em julho do mesmo ano, a Caoa Chery pediu um prazo de 12 meses para apresentar um projeto de retomada — prazo esse que se esgotou em 2026 sem qualquer resultado prático. O ofício comunicando a decisão foi assinado pelo prefeito Celso Florêncio (PL) e endereçado ao presidente do Grupo Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, e ao gerente-geral da Chery International Brasil, Cláudio Guowei Xu.
A fábrica foi paralisada com a promessa de que passaria por reformas para receber linhas de montagem de veículos elétricos, com previsão de retorno em 2025 — o que nunca aconteceu. Conforme a Quatro Rodas lembra, o encerramento das operações ocorreu menos de um ano após o lançamento do Tiggo 3X, único modelo produzido localmente, enterrando também o SUV compacto de entrada da marca no Brasil.
Apesar do tom firme, a Quatro Rodas destaca que a prefeitura afirma manter as portas abertas para uma proposta "objetiva e concreta" da montadora antes da publicação do decreto de desapropriação. O Notícias Automotivas acrescenta que a postura do município reflete o endurecimento gradual da cobrança diante da ausência de respostas concretas ao longo de todo esse período.
A redação da Quatro Rodas questionou a Caoa Chery sobre o assunto, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.
Fontes
Notícias relacionadas
IndústriaVolkswagen aprova corte de 50 mil vagas e reestruturação histórica que pode custar até R$ 95,7 bilhões
O 'Future Plan' é o maior processo de transformação em 89 anos da montadora alemã, com fábricas em risco e pressão crescente da concorrência chinesa
IndústriaVolkswagen aprova corte de 50 mil empregos enquanto Alemanha atinge menor nível de emprego automotivo desde 2005
Transição para elétricos destrói postos de trabalho mais rápido do que os cria, e a VW ainda aponta capacidade ociosa para 500 mil veículos por ano.
IndústriaHonda ultrapassa 1 milhão de motos emplacadas em oito meses e consolida domínio absoluto no Brasil
Marca japonesa bate marca histórica antes do fim do ano, com CG, Biz, Pop e Bros liderando as vendas no segmento de entrada.
IndústriaPorsche vende fatia na Bugatti Rimac por R$ 5,98 bilhões em grande reestruturação
Montadora alemã encerra sociedade com a joint venture de supercarros elétricos e embolsa quase R$ 6 bilhões na operação.
IndústriaDas motos aos carros: as sete vezes em que a Yamaha tentou conquistar o mercado automobilístico
Fabricante japonesa, famosa por motocicletas icônicas, teve tentativas frustradas e curiosas de emplacar projetos de automóveis ao longo de sua história.
IndústriaFord Ranger Super Duty 6×6 disputa contrato bilionário para equipar o Exército Britânico
Picape adaptada para uso militar concorre com Defender e propostas da GM e Ineos em processo seletivo avaliado em quase R$ 35 bilhões.

