Renault sobe de padrão no Brasil, mas consumidor resiste aos novos preços
Marca francesa trocou modelos simples de origem romena por carros mais equipados e tecnológicos — e o bolso do brasileiro ainda não se acostumou.

Segundo a colunista Paula Gama, do UOL Carros, a Renault passou os últimos anos em um processo deliberado de reposicionamento no mercado brasileiro. A estratégia foi abandonar o perfil de montadora de carros populares — muitos deles derivados de projetos da romena Dacia — para apostar em modelos com acabamento mais refinado, tecnologia embarcada mais avançada e lista de equipamentos mais generosa.
O movimento, conforme aponta o UOL Carros, veio acompanhado de uma consequência inevitável: os preços subiram de faixa. A Renault deixou de competir apenas na base da tabela e passou a disputar espaço em segmentos onde o consumidor brasileiro historicamente é mais exigente e mais resistente a desembolsar valores mais altos.
O desafio agora, ainda de acordo com a publicação, é convencer o público de que a equação faz sentido. Mesmo com carros objetivamente mais completos, a marca sofre para que os compradores assimilem a nova proposta de valor — um problema clássico de marcas que tentam escalar de posicionamento sem carregar uma percepção de prestígio consolidada junto ao consumidor.
Fontes
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