Renault Twingo E-Tech: simpático nas ruas europeias, mas caro demais para o Brasil
Jornalista do Jornal do Carro testou o elétrico francês em Guyancourt e concluiu que o modelo agrada pelo charme e pela agilidade urbana, mas o preço seria um obstáculo real por aqui.
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Antes mesmo de sentar ao volante, o Renault Twingo E-Tech já conquista pela aparência. Segundo o Jornal do Carro, o desenho arredondado e os faróis expressivos recuperam a personalidade do Twingo original e criam uma simpatia imediata — algo raro num segmento que costuma apostar em telas grandes e listas intermináveis de equipamentos.
Na cidade, o carro entrega o que promete. O Jornal do Carro aponta que os 82 cv e 17,8 kgfm de torque são suficientes para acompanhar o trânsito sem esforço, com respostas prontas ao acelerador e uma direção leve que facilita manobras em ruas estreitas. O comprimento de 3,79 metros e o diâmetro de giro de 9,87 metros fazem diferença real na hora de estacionar. A bateria LFP de 27,5 kWh garante até 263 km de autonomia pelo ciclo WLTP — número modesto, mas coerente com o foco urbano. Com o pacote opcional Advanced Charge, a recarga rápida em corrente contínua chega a 50 kW, elevando a carga de 10% a 80% em cerca de 30 minutos, conforme informado pela Renault.
O interior mantém o espírito despojado da carroceria, mas o Jornal do Carro é direto: plásticos rígidos e revestimentos simples deixam claro que se trata de um carro de entrada. O charme está no desenho e na combinação dos elementos, não na maciez dos materiais. A praticidade aparece nos cinco lugares, nos bancos traseiros deslizantes e no porta-malas de até 360 litros com os assentos avançados.
O grande nó, segundo o Jornal do Carro, está no preço. Na França, o Twingo E-Tech parte de 19 mil euros — cerca de R$ 107 mil em conversão direta. Numa eventual importação ao Brasil, o valor subiria ainda mais, tornando difícil competir com elétricos chineses que oferecem acabamento mais elaborado e maior autonomia por preço equivalente. O veículo poderia encontrar espaço entre entusiastas dispostos a pagar pelo projeto e pela personalidade, mas dificilmente brigaria de igual para igual no mercado de massa.
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