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Rota 66: como uma estrada americana virou ícone cultural mundial

Traçada ao longo do paralelo 35 Norte, a histórica highway atravessa os EUA e conquistou um lugar permanente no imaginário coletivo.

Atualizada em 17 de setembro de 2026 às 09:11
Rota 66: como uma estrada americana virou ícone cultural mundial

Poucos elementos do universo automotivo carregam tanto peso simbólico quanto uma estrada. Segundo o FlatOut, a Rota 66 é o exemplo mais emblemático disso: traçada ao longo do paralelo 35 Norte — linha imaginária que circunda o globo a 35 graus acima da Linha do Equador —, ela conecta Chicago, no coração do país, a Santa Mônica, na costa californiana, cruzando paisagens radicalmente distintas ao longo de mais de 3.900 quilômetros.

O FlatOut destaca que a highway nasceu oficialmente em 1926 e rapidamente ganhou relevância prática, funcionando como rota de migração durante a Grande Depressão dos anos 1930. Famílias inteiras deixaram o interior empobrecido rumo à Califórnia em busca de trabalho, e a estrada virou sinônimo de esperança e recomeço — uma narrativa imortalizada por John Steinbeck em As Vinhas da Ira.

Com o passar das décadas, a Rota 66 foi perdendo função logística para as interestaduais modernas, sendo oficialmente desativada em 1985. Mas, conforme aponta o FlatOut, foi justamente esse declínio que alimentou sua mitologia: músicas, filmes, séries de televisão e a cultura do road trip transformaram a antiga highway em destino turístico e símbolo de liberdade sobre quatro rodas.

Hoje, percorrer a Rota 66 é um ritual para entusiastas do automobilismo e viajantes do mundo inteiro. O trajeto preserva postos de gasolina vintage, diners de beira de estrada e placas desgastadas que funcionam como museu a céu aberto — prova de que uma estrada pode transcender sua função original e se tornar parte da identidade de uma nação.

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