SAIC ultrapassa BYD e lidera vendas de carros chineses no mundo no 1º semestre de 2026
Dona da MG vendeu 2,05 milhões de veículos entre janeiro e junho, enquanto a rival BYD recuou 15,73% e caiu para o oitavo lugar global.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
Uma reviravolta marcou o mercado automotivo global no primeiro semestre de 2026: a SAIC, grupo chinês controlador da MG, destituiu a BYD da liderança entre as montadoras da China no mundo. Segundo a Quatro Rodas, a SAIC comercializou 2,05 milhões de veículos nos seis primeiros meses do ano, o que a colocou na sexta posição do ranking mundial de fabricantes — com queda modesta de apenas 0,39% em relação ao mesmo período de 2025. A BYD, por sua vez, amargou retração de 15,73%, somando 1,81 milhão de unidades e escorregando para o oitavo lugar global, conforme aponta a Quatro Rodas.
Entre as duas rivais asiáticas se encaixou a General Motors, que garantiu o sétimo posto com 1,88 milhão de unidades vendidas e alta de 0,21% — resultado que, de acordo com a Quatro Rodas, interrompeu uma sequência de quedas consecutivas acumuladas desde 2024. No campo chinês, nem tudo foi retração: a Geely cresceu 0,99%, chegando a 1,42 milhão de emplacamentos, e a Chery avançou 7,73%, com 1,36 milhão de unidades. Já a Changan recuou 11,76%, encerrando o semestre com 1,19 milhão de veículos, segundo os dados levantados pela Quatro Rodas.
No topo do ranking global, o cenário permaneceu estável pelo sétimo semestre consecutivo. A Quatro Rodas destaca que a Toyota manteve a liderança com 5,01 milhões de emplacamentos — incluindo Lexus —, mesmo diante de uma retração de 2,9%. O Grupo Volkswagen ficou em segundo com 4,13 milhões de unidades, mas a queda de 6,35% interrompeu a recuperação que a alemã vinha apresentando. O pódio foi completado pela aliança Hyundai-Kia, com 3,60 milhões de veículos, em desempenho dividido: a Hyundai recuou 4,9%, enquanto a Kia avançou 2,7%.
Um dos destaques positivos entre os grandes grupos ocidentais foi a Stellantis, que sob o comando executivo de Antonio Filosa registrou crescimento de 11,04%, somando 2,96 milhões de veículos e figurando entre os raros conglomerados com saldo positivo no período, conforme ressalta a Quatro Rodas. A Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi ficou logo acima, na quarta posição, com 2,97 milhões de unidades e retração de 3,57%, puxada principalmente pela Nissan, que recuou 6,7% no semestre.
Fontes
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