Fiat Strada terá versão eletrificada, confirma presidente da Stellantis no Brasil
Herlander Zola revelou ao Jornal do Carro que a picape líder de vendas ganhará opções eletrificadas, incluindo híbrido leve; data de lançamento ainda não foi divulgada
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A Fiat Strada terá uma versão eletrificada. A confirmação veio do próprio presidente da Stellantis no Brasil, Herlander Zola, em entrevista exclusiva ao Jornal do Carro. Segundo o executivo, a data ainda não pode ser divulgada, mas o modelo chegará ao mercado como parte da estratégia de oferecer ao consumidor múltiplas opções de motorização — elétrico puro, híbrido leve, híbrido pleno ou combustão —, repetindo a lógica já adotada com o motor flex.
De acordo com o Jornal do Carro, Zola defende que a velocidade da transição energética depende de três fatores: demanda real do consumidor, redução de custos e incentivos governamentais, como isenções de IPVA já praticadas em alguns estados. Para ele, manter a Strada no topo do ranking de emplacamentos exige que a picape acompanhe essa evolução tecnológica sem abrir mão da acessibilidade.
O Jornal do Carro aponta ainda que Zola defendeu o híbrido leve (MHEV) como porta de entrada para a eletrificação. Segundo ele, a tecnologia consome entre 10% e 15% menos combustível que um motor a combustão convencional e oferece benefícios fiscais concretos, como tributação reduzida em diversas localidades e isenção do rodízio em São Paulo — vantagens que, na avaliação do executivo, têm valor real para o consumidor mesmo sem proporcionar a sensação de condução totalmente elétrica.
O movimento faz sentido também pelo contexto competitivo: segundo o Notícias Automotivas, a Strada ficava devendo a tecnologia MHEV em relação aos seus irmãos de linha, como o Pulse, que já conta com a opção híbrida leve no portfólio da Fiat. Com a confirmação, a picape passa a seguir o mesmo caminho dos SUVs da marca.
Sobre a produção de um veículo 100% elétrico no Brasil até 2030, o Jornal do Carro relata que Zola não descartou a possibilidade, mas condicionou a decisão à competitividade da indústria local frente à importação. O executivo ressaltou que o setor automotivo exige ciclos longos de investimento e que a previsibilidade das regras do jogo é determinante para qualquer compromisso de fabricação nacional.
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