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Stellantis monta 50 'salas de guerra' para resolver problemas de qualidade e mirar a Toyota até 2028

Com 2 mil engenheiros trabalhando em turnos contínuos ao redor do mundo, o grupo quer reverter sua má reputação em rankings de confiabilidade.

Atualizada em 2 de outubro de 2026 às 15:02· 5 leituras
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QUALIDADE & ESTRATÉGIA

Stellantis abre 50 salas de guerra para vencer a crise de confiabilidade

Com prazo até 2028, o grupo mira o topo dos rankings — e a Toyota como modelo.

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A Stellantis decidiu encarar de frente sua crise de confiabilidade com uma estrutura inédita: 50 chamadas 'salas de guerra de qualidade', espalhadas pelo mundo inteiro. Segundo a Auto+, o CEO Antonio Filosa usou o congresso do Automotive News em Detroit para garantir que os defeitos dos carros do grupo serão resolvidos 'muito, muito, muito rápido' — a ênfase tripla não foi por acaso.

De acordo com a Auto+, cada uma dessas salas conta com equipes de engenheiros que trabalham dia e noite, tanto para corrigir problemas já identificados quanto para antecipar falhas potenciais nos veículos e na linha de produção. O site aponta ainda que uma dessas salas chegou a segurar o lançamento do Fiat Argo X no Brasil, enquanto pontos sensíveis do modelo eram resolvidos antes de ele chegar às concessionárias.

A Auto+ destaca que a meta de Filosa é posicionar todas as marcas do grupo — incluindo Fiat, Jeep, Ram e Peugeot — nos primeiros lugares dos rankings de confiabilidade em todos os mercados onde atuam, com prazo até 2028. Para isso, a Stellantis optou por priorizar o controle de qualidade em detrimento de investimentos em inovação, pelo menos no curto prazo. O grupo reconhece que vem perdendo fatia de mercado, especialmente nos Estados Unidos, em razão de problemas recorrentes em seus produtos.

A estratégia é direta: copiar o modelo de excelência operacional da Toyota, referência global em confiabilidade. Se as 50 salas de guerra serão suficientes para cumprir o prazo de quatro anos, só o tempo — e os próximos rankings — dirão.

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