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SUVs elétricos e híbridos usados desvalorizam menos da metade do que modelos a combustão, aponta pesquisa

Levantamento da Indicata Brasil mostra que eletrificados seminovos perdem em média 10% do valor, enquanto SUVs flex chegam a derreter 28% no mercado de usados.

Atualizada em 28 de setembro de 2026 às 11:07· 6 leituras
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SEMINOVOS & DESVALORIZAÇÃO

Elétricos e híbridos perdem menos da metade do valor que SUVs a combustão

Pesquisa da Indicata Brasil compara preços de tabela com anúncios de usados com até 15 mil km.

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SUVs elétricos e híbridos estão se saindo muito melhor do que os modelos movidos exclusivamente a combustão quando o assunto é retenção de valor no mercado de seminovos. É o que revela um levantamento da Indicata Brasil, empresa que monitora cerca de 600 mil anúncios de veículos por dia no país, citado pelo Jornal do Carro. A pesquisa compara preços de tabela de modelos zero-quilômetro ano-modelo 2025 com os valores anunciados para unidades usadas com até 15 mil quilômetros rodados.

Segundo o Jornal do Carro, entre os eletrificados analisados, o BYD Dolphin Mini GS de cinco lugares registrou a menor perda: apenas 7,5% abaixo do preço de tabela de R$ 119.990. O BYD Song Pro GL híbrido ficou com 8,5% de desvalorização, e o BYD Dolphin GS elétrico, com 14,2%. O GWM Haval H6 One híbrido foi o que mais perdeu entre os eletrificados, com 18,2%, puxando a média do grupo para cerca de 10,1%. Do outro lado da balança, os SUVs a combustão sofreram perdas bem mais expressivas: o Volkswagen T-Cross Sense 1.0 TSI ficou com 9,2% de queda, mas o Hyundai Creta Limited 1.0 TGDI despencou 21,5%, o Jeep Compass Sport T270 perdeu 22,2%, o Jeep Renegade Altitude T270 caiu 22,4% e o Chevrolet Tracker Premier 1.2 AT registrou a maior baixa do grupo, com 28,5% — levando a média dos cinco modelos a combustão a aproximadamente 20,8%, mais que o dobro dos eletrificados.

A Indicata Brasil aponta, conforme o Jornal do Carro, dois fatores que explicam esse movimento. O primeiro é a concentração da concorrência chinesa justamente no segmento de SUVs, o que tornou esse nicho o de maior queda de preços anunciados nos quatro meses anteriores ao levantamento. O segundo é a chamada guerra de preços: montadoras tradicionais vêm respondendo à pressão com reduções de tabela ou descontos crescentes nas concessionárias, o que acaba puxando para baixo o valor de referência dos exemplares que já circulam nas ruas. O estudo também identificou que, no acompanhamento de SUVs com três anos de uso e 60 mil quilômetros, os elétricos passaram a liderar o valor de revenda entre os diferentes tipos de propulsão em 2026, após anos de forte desvalorização — uma reversão de tendência que o mercado começa a notar.

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