Tesla Roadster original: o esportivo elétrico raro que virou clássico antes do tempo
Produzido entre 2008 e 2012 em apenas 2.450 unidades, o primeiro carro da Tesla acumula credenciais históricas — mas ainda não convenceu o mercado de colecionáveis.
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Antes de qualquer promessa de voar, o Tesla Roadster já tinha uma história digna de museu. Segundo o Jornal do Carro (Estadão), o modelo foi produzido entre 2008 e 2012 a partir de uma parceria inusitada: a Tesla comprou 2.500 chassis de alumínio da britânica Lotus — a mesma arquitetura que tornava o Elise tão preciso ao volante — e os transformou em algo radicalmente diferente, com carroceria em fibra de carbono, freios redimensionados e um trem de força 100% elétrico. No fim das contas, apenas 7% das peças eram compartilhadas com o Lotus original.
O coração do carro era um conjunto de 6.831 células de íons de lítio alimentando um motor elétrico de 248 cavalos e 37,7 kgfm de torque, o suficiente para cravar os 100 km/h em cerca de 4 segundos, conforme aponta o Jornal do Carro. A versão Sport elevava a potência para 288 cavalos e reduzia o tempo de aceleração para 3,7 segundos, com preço US$ 20 mil mais alto. A transmissão de marcha única, fornecida pela BorgWarner, substituiu o sistema de duas marchas originalmente planejado por questões de durabilidade.
Com apenas 2.450 exemplares construídos, o Roadster reúne atributos clássicos no papel: foi o carro de estreia da Tesla, o primeiro veículo de produção a usar baterias de íons de lítio em larga escala e o modelo que financiou o desenvolvimento do Model S. Não à toa, a seguradora norte-americana Hagerty, especializada no mercado de clássicos, incluiu o Roadster em sua Bull Market List de 2022 — lista que, segundo o Jornal do Carro, sinaliza apostas de alta valorização com base em mais de 40 mil avaliações de veículos na última década.
O problema é que o mercado ainda não acompanhou a teoria. De acordo com o Jornal do Carro, o preço médio de um Roadster em excelente estado caiu 35% desde que entrou na lista da Hagerty, enquanto outros modelos do mesmo ano registraram valorização de 38% no período. A seguradora, porém, mantém a aposta: na visão da Hagerty, a importância histórica do modelo só tende a crescer conforme os elétricos se tornem cada vez mais comuns nas ruas.
Fontes
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