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Toyota Corolla completa 60 anos como líder histórico, mas perde espaço para SUVs e rivais chineses

Sedã mais vendido do mundo enfrenta queda de participação no Brasil enquanto o BYD King avança nas vendas em 2026.

Atualizada em 21 de outubro de 2026 às 09:12· 5 leituras
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ANIVERSÁRIO & MERCADO

60 anos do Corolla: líder histórico sob pressão

57 milhões de unidades vendidas, mas participação no Brasil cai à metade desde 2015.

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O Toyota Corolla chega aos 60 anos em 20 de outubro de 2026 carregando um currículo difícil de contestar: mais de 57 milhões de unidades vendidas desde 1966, presença em 150 países e produção em 12 fábricas ao redor do mundo. Segundo o Jornal do Carro, o modelo ainda ostenta o título de carro mais emplacado do planeta — uma marca construída ao longo de seis décadas sem rupturas radicais, mas com adaptações constantes. No Brasil, a versão híbrida-flex é o exemplo mais recente dessa estratégia, e Maurílio Pacheco, Diretor Comercial da Toyota do Brasil, defende que "ao combinar a tecnologia híbrida ao etanol local, o Corolla entrega uma solução imediata, prática e sustentável de descarbonização".

Mas o aniversário vem acompanhado de sinais de alerta. Um levantamento do Jornal do Carro com dados da Fenabrave revela que, entre 2003 e 2026, mais de 1 milhão de Corollas foram emplacados no Brasil, com pico de 67.339 unidades em 2015. Desde então, a curva inverteu. Murilo Briganti, COO da Bright Consulting, aponta que a participação do sedã no mercado brasileiro caiu de 3,0% em 2015 para 1,3% em 2025 — e atribui o recuo não apenas à chegada das marcas chinesas, mas a uma mudança estrutural: o consumidor brasileiro migrou em massa para os SUVs. O próprio "primo" Corolla Cross ultrapassou o sedã em vendas em 2024, segundo o Jornal do Carro.

A pressão chinesa acrescenta outra camada de complexidade. O BYD King, sedã híbrido plug-in com autonomia elétrica estendida, emergiu como o novo rival direto após o Honda Civic se reposicionar em uma faixa de preço mais elevada. O Jornal do Carro aponta que, no acumulado de 2025, o Corolla ainda mantinha folga confortável — 33.170 unidades contra 12.402 do King —, mas os números de 2026 mostram o concorrente encostando: até setembro, o Corolla registrava 16.014 emplacamentos enquanto o King acelerava o ritmo de aproximação, segundo dados da Fenabrave. Para Valter Pieracciani, especialista em inovação ouvido pelo Jornal do Carro, o desafio do Corolla é provar que ainda é possível inovar sem abrir mão da confiabilidade que o consagrou — e convencer um mercado que, cada vez mais, prefere altura ao chão.

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