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Toyota testa motor 2.0 aspirado de 220 cv no GR86 e pode romper parceria com Subaru

Unidade G20E de quatro cilindros estreia em provas reais dentro do GR86 Future FR Concept e levanta dúvidas sobre o futuro do motor boxer no esportivo.

Atualizada em 26 de outubro de 2026 às 17:04· 6 leituras
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Toyota testa motor 2.0 aspirado no GR86 e pode romper com a Subaru

Protótipo GR86 Future FR Concept roda na Super Taikyu com propulsor inédito G20E de quatro cilindros.

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A divisão Gazoo Racing da Toyota levou à pista, durante a última etapa da Super Taikyu, um protótipo chamado GR86 Future FR Concept — e o detalhe mais revelador estava debaixo do capô. Segundo a Auto+, o cupê abandonou o motor 1.6 turbo de três cilindros do GR Yaris e passou a rodar com uma unidade inédita 2.0 de quatro cilindros em linha naturalmente aspirado, batizada internamente de G20E e pertencente a uma nova família de propulsores projetada para ser menor, mais leve e mais eficiente, entregando cerca de 220 cv.

A Auto+ destaca que a troca elimina o turbolag característico do motor anterior, oferecendo resposta mais imediata ao acelerador, além de reduzir o peso total do veículo com a ausência do turbocompressor. O Motor1.com, citado pela publicação, aponta que a nova mecânica surpreende pelas rotações elevadas que consegue atingir. A Gazoo Racing também substituiu a suspensão por um conjunto independente de duplo A nas quatro rodas e apelidou o protótipo de Levin nos bastidores — uma referência às versões esportivas clássicas do Corolla.

A mudança mais significativa, porém, pode estar no campo das parcerias. Conforme aponta a Auto+, o GR86 sempre utilizou motores boxer fornecidos pela Subaru, e a adoção de um quatro em linha próprio na próxima geração sinalizaria o fim dessa dependência técnica. As duas montadoras ainda podem colaborar no desenvolvimento do chassi, mas o projeto está em fase inicial e deve levar anos até chegar às ruas em versão de produção.

Apesar das incertezas sobre a arquitetura definitiva, a Toyota deixa claro seu compromisso com a filosofia do modelo: manter um cupê leve, com tração traseira e voltado ao prazer de dirigir, segundo a Auto+. A proposta resiste mesmo num cenário em que os esportivos acessíveis estão cada vez mais raros, pesados e carregados de eletrônica.

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