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Yamaha Ténéré 700 zero km enfrenta o Rally dos Sertões 2026 — e sai ilesa

Jornalista percorre os trechos mais brutais do Jalapão com a moto 100% original de fábrica e relata o desempenho em areia, asfalto e pneu furado.

Atualizada em 16 de setembro de 2026 às 17:05· 3 leituras
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Ténéré 700 zero km enfrenta o Rally dos Sertões — e sai ilesa

Jornalista percorre o Jalapão com a moto 100% original de fábrica, sem nenhuma modificação.

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Segundo o Jornal do Carro (Estadão), o jornalista Rafael Togni acompanhou o Rally dos Sertões 2026 de forma independente com uma missão incomum: percorrer o trajeto inteiro com uma Yamaha Ténéré 700 zero quilômetro e completamente original de fábrica, sem qualquer modificação. O roteiro deste ano foi circular, com largada e chegada em Goiânia, passando por Distrito Federal, Tocantins e pelo coração do Jalapão.

O Jornal do Carro aponta que o primeiro dia somou 720 km, sendo 700 deles em asfalto. No trecho rodoviário, manter médias acima de 120 km/h comprometeu a autonomia: o consumo caiu para entre 15 e 17 km/l, obrigando abastecimentos antes dos 200 km. A publicação ressalta, porém, que o banco plano — frequentemente criticado — se mostrou confortável para longas distâncias, e que a bolha original cumpriu bem o papel de aliviar a pressão do vento.

A prova de fogo veio no segundo dia, segundo o Jornal do Carro: o mar de areia fofa rumo a Mateiros. Com 205 kg e quase 90 cm de altura de assento, a moto exigiu técnica e ajuste fino da eletrônica. A configuração encontrada pelo piloto foi manter o ABS dianteiro ativo, desligar o traseiro e cortar o controle de tração, além de calibrar os pneus para o terreno. Pilotar em pé, jogar o peso do quadril para trás e manter velocidade entre 60 e 90 km/h foram os segredos para não afundar na areia. A publicação destaca ainda que, apesar de várias quedas ao longo dos quase 500 km de areia pesada na saída do Jalapão, nenhuma moto do grupo quebrou manete ou sofreu dano sério — um sinal, na avaliação do repórter, da robustez da máquina original.

De volta a Goiás, um pneu furado na pista simples e tomada por caminhões forçou uma parada em borracheiro de beira de estrada e um pernoite improvisado. O Jornal do Carro conclui que a experiência confirmou que é possível enfrentar um dos rallys mais duros do Brasil sem recorrer a preparações especiais — a Ténéré 700 de série aguentou o tranco do Sertões do começo ao fim.

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