Zeekr e Lynk & Co passam para a gestão da Renault Geely no Brasil, com montagem local no horizonte
Joint venture assume o controle operacional das duas marcas chinesas e abre caminho para produção na fábrica de São José dos Pinhais.
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A Renault Geely vai assumir o comando das operações de Zeekr e Lynk & Co no Brasil. Segundo apurou o Jornal do Carro, as duas marcas chinesas serão incorporadas à estrutura da joint venture, saindo da posição periférica que ocupavam dentro do grupo Geely no país. A mudança foi publicada originalmente pelo jornalista Jorge Moraes, da CNN, e representa uma expansão direta do acordo firmado em novembro de 2025, quando a Geely adquiriu 26,4% da Renault do Brasil — movimento antecipado pela Automotive Business.
Com a reorganização, as marcas passam a ter acesso à infraestrutura industrial e comercial da joint venture, incluindo o complexo de São José dos Pinhais (PR), que tem capacidade instalada para produzir 380 mil veículos por ano. O Jornal do Carro apurou que interlocutores ligados à operação reconhecem que o compartilhamento dessa estrutura abre "novas possibilidades" para a fábrica, mas ressaltam que não há nenhuma decisão tomada sobre a fabricação local de modelos Zeekr ou Lynk & Co. A orientação atual, segundo as mesmas fontes, é "estabilizar as marcas e depois expandir".
A hierarquia prevista para o grupo no Brasil, conforme interlocutores ouvidos pelo Jornal do Carro, posiciona as quatro marcas em camadas distintas: Renault na base, sustentando escala e volume; Geely no segundo degrau, com foco em eletrificação acessível; Lynk & Co como ponte para o segmento premium; e Zeekr no topo, com proposta de luxo e diferenciação tecnológica. A estrutura ficaria sob o comando de Ariel Montenegro e permitiria ao grupo disputar desde os segmentos populares até o mercado de alto padrão dentro de uma mesma organização.
A possibilidade de montagem nacional ainda depende de justificativas econômicas concretas. Volume de vendas, custos de adaptação e escolha dos modelos continuarão sendo determinantes para que a produção local saia do papel, mesmo com a fábrica disponível. Por ora, a prioridade declarada é consolidar a presença comercial das marcas antes de qualquer decisão industrial.
Fontes
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