BMW anuncia corte de 8 mil vagas na Alemanha no maior programa de demissão voluntária de sua história
Montadora elimina cerca de 5% do quadro global até 2027 em movimento que reflete a crise estrutural da indústria automotiva alemã
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
A BMW confirmou nesta quarta-feira (29) que vai reduzir seu quadro de pessoal na Alemanha em aproximadamente 8 mil trabalhadores até o fim de 2027. Segundo a Autoesporte, o programa de desligamento é voluntário, foi negociado com o conselho de trabalhadores e afetará apenas as áreas administrativas e de desenvolvimento — as linhas de produção não serão impactadas. A montadora emprega hoje cerca de 150 mil pessoas ao redor do mundo, de acordo com a mesma publicação.
O Notícias Automotivas destaca que a iniciativa representa o maior programa de demissão voluntária da história da BMW, correspondendo a cerca de 5% de todo o seu quadro global de funcionários — um recorte expressivo para uma empresa que até recentemente era vista como financeiramente blindada dentro do setor premium.
A Autoesporte aponta que a BMW, até pouco tempo considerada uma das fabricantes alemãs mais sólidas financeiramente, revisou para baixo sua projeção de lucros em junho, pressionada principalmente pelo fraco desempenho no mercado chinês. Em assembleia com funcionários realizada em Munique nesta quarta, o presidente-executivo Milan Nedeljkovic teria alertado que as regras do setor mudaram de forma estrutural e que a base do modelo de negócios da empresa precisará se adaptar — medidas dolorosas, mas necessárias para recolocar a companhia em trajetória de maior rentabilidade, segundo relato de participante da reunião citado pela reportagem.
O movimento da BMW não é isolado. Conforme destaca a Autoesporte, Volkswagen e Mercedes-Benz já anunciaram acordos para eliminar dezenas de milhares de postos de trabalho na Alemanha. A Porsche, braço esportivo do Grupo VW, ampliou seu plano de reestruturação na segunda-feira (27) e prevê cortar cerca de 20% da força de trabalho até 2035. Também nesta quarta, milhares de operários protestaram na fábrica da Audi em Neckarsulm, uma das unidades do grupo ameaçadas de fechamento. O setor como um todo enfrenta a combinação de custos elevados na transição para veículos elétricos, avanço das montadoras chinesas e tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Fontes
Notícias relacionadas
IndústriaFiat Strada domina, Dolphin Mini entra no pódio e Chevrolet some do Top 10 na primeira quinzena de setembro
Ranking de emplacamentos dos primeiros 15 dias de setembro traz surpresas no pódio e ausência incomum da Chevrolet entre os dez mais vendidos.
IndústriaBYD expande fábrica em Camaçari com terceiro turno e mira produção nacional completa
Montadora chinesa já conta com 8 mil funcionários no complexo baiano e acelera a nacionalização de modelos como Dolphin Mini, King e Song Pro.
IndústriaCitroën Jumpy registra alta de 165% em agosto e supera ritmo de crescimento do Peugeot Expert
Furgão da Citroën avançou 20 pontos percentuais acima do irmão de grupo no mês, segundo dados compilados pelo Garagem360.
IndústriaHonda recusa atalhos de qualidade para competir com o ritmo acelerado das montadoras chinesas
Fabricante japonesa defende ciclos de desenvolvimento mais longos como garantia de confiabilidade e segurança.
IndústriaConcessionária processa GM por R$ 100 milhões após corte de financiamento e bloqueio de mudanças
Revendedora do Arizona alega que a montadora sabotou sua operação ao negar reformas e suspender crédito sem justificativa.
IndústriaGeely inicia produção do EX5 DM-i no Paraná e confirma EX2 elétrico nacional para dezembro
SUV híbrido plug-in já sai da linha de montagem do Complexo Ayrton Senna; hatch elétrico chegará com bateria maior e CarPlay sem fio — e investimento total do projeto ultrapassa R$ 5 bilhões

