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Brasil avança na fabricação nacional de baterias de íon de lítio com investimento de R$ 68,6 milhões

Projeto do SENAI e CPQD chega ao segundo Stage Gate e prevê planta semiindustrial operando em 2027.

Atualizada em 19 de setembro de 2026 às 11:10· 2 leituras
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Brasil avança na fabricação de baterias com investimento de R$ 68,6 milhões

SENAI e CPQD concluem etapa-chave e miram planta semiindustrial em operação em 2027.

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Segundo o Autos Segredos, o Instituto SENAI de Inovação em Eletroquímica (ISI-Eletroquímica) e o CPQD concluíram, em agosto de 2026, o segundo Stage Gate do Projeto Estruturante de Baterias de Íons de Lítio — um marco que sinaliza avanço concreto rumo à produção nacional de células para veículos elétricos e armazenamento de energia. O encontro reuniu representantes de grandes empresas como Petrobras, WEG, Stellantis, Volkswagen, Marcopolo e Grupo Moura, entre outras, na unidade do CPQD em Campinas (SP).

Com orçamento global de R$ 68,6 milhões e execução prevista até julho de 2027, a iniciativa mira elevar a maturidade tecnológica da produção de células aos níveis TRL e MRL 7 — classificação internacional que indica prontidão para ambiente pré-industrial. De acordo com o Autos Segredos, os protótipos de células cilíndricas e prismáticas desenvolvidos pelas equipes brasileiras já apresentam desempenho inicial próximo ao de produtos comerciais usados como referência, o que a publicação aponta como base sólida para a evolução dos processos de fabricação. O projeto trabalha com as químicas LFP (fosfato de ferro-lítio) e NMC (níquel-manganês-cobalto), as mais utilizadas hoje em mobilidade elétrica.

O Autos Segredos destaca ainda que a planta semiindustrial do ISI-Eletroquímica foi projetada para produzir células cilíndricas no formato 21700 e células prismáticas de até 100 Ah. Os equipamentos necessários foram embarcados da China em agosto de 2026, e a conclusão da infraestrutura — incluindo sala seca e adequações civis — está prevista para dezembro deste ano, com início de operação em 2027. A estrutura permitirá fabricar lotes pioneiros, validar processos produtivos e desenvolver projetos em parceria com a indústria privada, o que pode representar um passo decisivo para reduzir a dependência brasileira de células importadas.

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