Eletrificação transforma o ar-condicionado dos carros e exige nova capacitação das oficinas
Compressores elétricos de alta tensão e bombas de calor mudam radicalmente a forma de climatizar veículos híbridos e elétricos.
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Segundo a AutoInforme, o crescimento da frota eletrificada no Brasil está redesenhando um componente que raramente recebe atenção do motorista: o sistema de ar-condicionado. Nos carros movidos a combustão, o compressor do ar-condicionado depende diretamente do motor para funcionar. Já nos híbridos e elétricos, esse componente opera de forma autônoma, alimentado pela bateria de alta tensão — uma mudança que parece simples, mas arrasta consigo uma série de implicações técnicas.
A AutoInforme aponta que, nos veículos elétricos, o sistema de climatização vai além do conforto térmico da cabine: ele também é responsável por controlar a temperatura da bateria de tração, do motor elétrico e da eletrônica de potência. Tecnologias como bombas de calor e o pré-condicionamento da cabine — que permite aquecer ou resfriar o interior antes mesmo de o motorista entrar — surgem justamente para reduzir o impacto da climatização na autonomia do veículo.
Essa transformação cria um desafio real para as oficinas mecânicas. Conforme destaca a AutoInforme, os profissionais precisam lidar com componentes de alta tensão, refrigerantes e lubrificantes com especificações distintas das convencionais, além de arquiteturas elétricas que demandam procedimentos específicos de diagnóstico e segurança. Trabalhar sem o treinamento adequado nesses sistemas representa risco tanto para o técnico quanto para o veículo.
O assunto ganha espaço no calendário do setor: a AutoInforme informa que a Febrava RIO, prevista para os dias 6 a 8 de outubro no Riocentro, no Rio de Janeiro, reunirá empresas e profissionais de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração para debater, entre outros temas, as novas exigências impostas pela eletrificação à cadeia de manutenção automotiva.
Fontes
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