BYD Mako: primeiro carro desenvolvido fora da China pela marca chega para desafiar a Fiat Toro
Picape intermediária híbrida plug-in flex foi projetada pela engenharia brasileira e começa a ser produzida em Camaçari em outubro.
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A BYD está prestes a estrear em um dos segmentos mais disputados do mercado brasileiro com um produto inédito: a picape Mako, desenvolvida inteiramente pela engenharia nacional. Segundo o Jornal do Carro, trata-se não apenas do primeiro projeto da fabricante concebido fora da China, mas também do primeiro automóvel ou comercial leve criado pela BYD além de suas fronteiras — um feito que a marca usará como argumento de peso para enfrentar a Fiat Toro, líder consolidada entre as caminhonetes intermediárias. A produção começa em Camaçari (BA) em outubro, com lançamento previsto até novembro.
O Jornal do Carro teve acesso exclusivo ao protótipo no circuito privado Raceville, em Brotas (SP), e apurou detalhes técnicos ainda não divulgados oficialmente. A Mako utiliza conjunto híbrido plug-in flex com entrega combinada superior aos 219 cv do Song Pro — base sobre a qual a picape foi desenvolvida —, embora a BYD ainda não tenha revelado o número definitivo. A autonomia combinada deve ultrapassar os 1.000 km, com cerca de 100 km percorridos apenas na elétrica em uso real, de acordo com estimativas da própria fabricante. As versões GL e GS compartilharão motorização e bateria, ambas com tração 4x2; a tração integral deve ficar para uma fase posterior.
Ao volante, a publicação descreve uma picape com respostas ágeis favorecidas pelo motor elétrico e suspensão independente nas quatro rodas — McPherson na dianteira e multilink na traseira —, configuração que aproxima a experiência de condução à de um SUV. O Jornal do Carro observa que o acerto de suspensão pareceu mais macio do que o da Toro, com bom equilíbrio entre conforto e contenção da carroceria, mesmo em trechos de terra. Os freios também evoluíram em relação a um contato anterior: o pedal apresentou resposta mais precisa e permitiu dosar as frenagens com confiança. A estrutura monobloco absorveu bem as irregularidades, embora o comportamento da traseira com carga ainda precise ser avaliado.
A estratégia comercial também foi detalhada pelo Jornal do Carro: a versão GL será voltada a vendas diretas (frotas e PJ), enquanto a GS mirará o consumidor final. A diferença entre as duas ficará nos equipamentos, não na mecânica — quem optar pela versão de entrada não abrirá mão de potência nem de capacidade de bateria. Com o nome inspirado nos tubarões-mako, os mais velozes da espécie, a BYD deixa clara sua intenção: caçar a liderança que a Toro carrega há anos no segmento.
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