Caoa Changan CS55: SUV médio fabricado no Brasil chega por R$ 154.990 com motor 1.5 turbo flex e teto solar panorâmico
A Quatro Rodas testou o CS55 Infinity e avaliou desempenho, consumo e equipamentos do SUV produzido em Anápolis (GO).
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O Caoa Changan CS55 chega ao Brasil como o modelo mais acessível da marca no país, fabricado na planta de Anápolis (GO), e já de cara quebra o argumento de que carros chineses carecem de adaptação ao mercado local. Segundo a Quatro Rodas, que testou a versão intermediária Infinity, o SUV foi submetido a um processo intenso de nacionalização tanto na mecânica quanto no visual. O preço de R$ 154.990 — válido ao menos até 19 de setembro, conforme prometido pela marca — coloca o CS55 na mesma faixa de versões intermediárias do VW T-Cross e do Hyundai Creta, chegando a ser mais barato que os topos de linha do VW Tera e do Jeep Avenger.
Em termos de tamanho, a Quatro Rodas aponta que o CS55 supera rivais de segmento superior: com 4,55 m de comprimento e 2,65 m de entre-eixos, ele é 9 cm mais longo que VW Taos e Toyota Corolla Cross, e 15 cm maior que o Jeep Compass. O porta-malas oferece 525 litros e abertura automática. O interior traz tela de multimídia de 14,6 polegadas, painel digital de 10,3 polegadas, bancos dianteiros ventilados e aquecidos, ar-condicionado automático de duas zonas e sistema de som Pioneer com oito alto-falantes. Em segurança, o modelo conta com seis airbags e pacote completo de assistências à condução (ADAS), além de câmera 360° com chassi transparente e estacionamento remoto via chave — recurso que, conforme a Quatro Rodas, nenhum SUV concorrente oferece.
No desempenho, o motor 1.5 turbo flex de 180 cv e 29,2 kgfm de torque, associado a um câmbio de dupla embreagem de sete marchas, levou o CS55 de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos nos testes da Quatro Rodas — resultado mais rápido que o Jeep Compass T270, que completou o mesmo percurso em 9,4 s. Porém, a publicação ressalta que a calibração do acelerador eletrônico e a entrega de torque podem gerar uma sensação de retardo seguida de força abrupta, especialmente em acelerações mais intensas. O modo Sport ameniza o problema, enquanto o Eco, além de suavizar as respostas, foi o responsável pelos melhores índices de consumo registrados no teste.
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