Chevrolet é a marca que mais perdeu participação de mercado desde a chegada das chinesas ao Brasil
Levantamento da Bright Consulting a pedido da Quatro Rodas mostra que a GM recuou 4,2 pontos percentuais entre 2022 e 2026, seguida de perto por Toyota e Jeep.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
A expansão das marcas chinesas no Brasil está deixando marcas profundas no mercado. Um levantamento da Bright Consulting, encomendado pela Quatro Rodas e reproduzido pela Auto+, comparou a fatia de mercado das principais fabricantes entre 2022 e o acumulado de 2026 até agosto — e o resultado é contundente: a Chevrolet foi quem mais perdeu espaço, recuando de 14,7% para 10,5%, uma queda de 4,2 pontos percentuais. Toyota e Jeep aparecem logo atrás, com retrações de 4,1 p.p. e 3,2 p.p., respectivamente.
No caso da Chevrolet, segundo a Auto+, a pressão chinesa não é o único fator. O Onix, que por anos dominou o ranking de emplacamentos, perdeu fôlego: em 2025, hatch, Onix Plus e Tracker caíram juntos, com o hatch recuando 18,1%. A marca reagiu em 2026 — o Onix cresceu 31,2% no primeiro semestre e a Chevrolet avançou 17,4% em volume —, mas o mercado como um todo cresceu ainda mais rápido, o que impediu a recuperação da fatia. A Auto+ destaca que o consumidor na faixa de R$ 120 mil a R$ 180 mil hoje tem opções que simplesmente não existiam há quatro anos: em agosto, o BYD Dolphin Mini emplacou 8.299 unidades e o Geely EX2 chegou a 5.805, enquanto o Onix registrou 7.635 — uma comparação impensável em 2022.
A Toyota, aponta a Auto+, carrega um agravante industrial além da concorrência asiática: a destruição da fábrica de motores em Porto Feliz (SP), em setembro de 2025, paralisou temporariamente a produção do Corolla, do Corolla Cross e atrasou o lançamento do Yaris Cross. A retomada total está prevista apenas para 2028. O impacto é visível nos números: no primeiro semestre de 2026, o Corolla Cross caiu de 30.090 para 18.621 unidades, e o sedã Corolla recuou quase 29%. Entre as demais marcas, Hyundai perdeu 3,1 p.p., Fiat cedeu 2,4 p.p. e Renault recuou 1,9 p.p. — todas em um mercado que cresceu, mas cujos frutos foram colhidos principalmente pelas entrantes chinesas.
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