Fazer carro elétrico é mais difícil do que parece: gigantes da tecnologia aprenderam da pior forma
Empresas de eletrônicos e internet apostaram bilhões no setor automotivo, mas a maioria fracassou — e a Xiaomi é exceção rara.
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Durante anos, o mercado de carros elétricos pareceu uma porta aberta para qualquer empresa com dinheiro e ambição tecnológica. A lógica era sedutora: basta reunir baterias, motores elétricos, software sofisticado e alguns bilhões de dólares. Segundo o UOL Carros, gigantes de eletrônicos, fabricantes de smartphones e grandes plataformas de internet anunciaram, uma após a outra, planos para revolucionar o setor automotivo.
O problema, como o UOL Carros aponta, é que a realidade da indústria automobilística se mostrou muito mais complexa do que qualquer planilha de Silicon Valley conseguia prever. Desenvolver um veículo envolve cadeias de fornecimento brutalmente exigentes, certificações regulatórias em múltiplos mercados, logística de assistência técnica e uma cultura de engenharia que leva décadas para ser construída. A Apple, por exemplo, encerrou seu projeto secreto de carro elétrico após anos de investimento e sem jamais ter lançado um produto ao consumidor.
A Xiaomi surge, de acordo com o UOL Carros, como uma das raríssimas exceções entre as empresas de tecnologia que de fato conseguiram colocar um veículo elétrico nas ruas. A fabricante chinesa de smartphones levou o SU7 ao mercado e obteve resultados comerciais concretos, algo que poucos dos seus pares do setor de tecnologia conseguiram replicar. O feito é ainda mais relevante quando se observa o cemitério de projetos abandonados por concorrentes com recursos igualmente volumosos.
O episódio reforça uma lição cara ao setor: dinheiro e domínio tecnológico são condições necessárias, mas longe de suficientes para competir com montadoras tradicionais ou com novatas como a BYD, que nasceram dentro do próprio universo automotivo. Conforme destaca o UOL Carros, fabricar um carro elétrico competitivo exige muito mais do que a soma de suas peças — exige experiência acumulada que simplesmente não se compra.
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