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Fundador da Lecar promete fábrica de caminhões elétricos e híbridos no Brasil com tecnologia chinesa

Sem ter entregado os carros prometidos, Flávio Assis agora mira o segmento de caminhões leves com montagem em sistema SKD a partir de kits importados da China.

Atualizada em 4 de novembro de 2026 às 17:06· 8 leituras
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Lecar promete fábrica de caminhões elétricos no Brasil com tecnologia chinesa

Sem entregar os carros prometidos, Flávio Assis mira agora o segmento de caminhões leves sob o nome LeTruck.

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Antes mesmo de colocar um único carro nas ruas, a Lecar já tem uma nova promessa na manga. Segundo o Jornal do Carro, o fundador da empresa, Flávio Assis — que se autointitula o Elon Musk Brasileiro —, assinou um memorando de entendimento com parceiros chineses para montar caminhões leves elétricos e híbridos no Brasil, sob o nome provisório de LeTruck. A capacidade projetada é de 10 mil unidades por ano, com os veículos chegando em kits SKD (Semi-Knocked Down) da Ásia para montagem final em território nacional.

O Jornal do Carro aponta que o projeto prevê uma planta com área total de 168,5 mil metros quadrados, sendo 65,1 mil m² dedicados ao galpão principal de montagem, com ritmo de cinco veículos por hora. A infraestrutura incluiria ainda uma pista de testes privativa de 25,2 mil m², com rampas, paralelepípedo e tanque de transposição de água — embora a publicação ressalte que o tamanho equivale a apenas três campos de futebol, insuficiente para testes de alta velocidade. O orçamento estimado para maquinário e equipamentos gira em torno de R$ 48 milhões, valor considerado modesto para projetos do gênero.

Ainda segundo o Jornal do Carro, Assis admitiu em entrevista exclusiva que as tratativas ainda estão em fase inicial e que a ideia é aproveitar uma planta desativada na China, condicionando o acordo à adaptação dos veículos para motorização elétrica ou híbrida. O empresário reconheceu que desenvolver carros do zero no Brasil se mostrou um caminho tortuoso, e que a nova estratégia passa pela chamada 'transferência de tecnologia e da cadeia de suprimentos' chinesa. Sem data definida, o plano é classificado pelo próprio CEO como de médio a longo prazo — e até o nome LeTruck está em xeque: o fundador admitiu à publicação que o termo 'é feio' e que a marca precisará ser mais criativa.

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