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Honda CR-V vende 226 mil unidades nos EUA e apenas 133 no Brasil: o que explica esse abismo?

A Autoesporte testou o SUV híbrido da Honda para entender por que um dos maiores sucessos do mercado americano é quase invisível por aqui.

Atualizada em 1 de novembro de 2026 às 09:01· 4 leituras
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226 mil nos EUA, 133 no Brasil: o abismo do CR-V

Por que o SUV híbrido mais vendido da América é quase invisível por aqui?

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O Honda CR-V acumula mais de 226 mil unidades vendidas apenas no primeiro semestre deste ano nos Estados Unidos, com metade das vendas vindo da versão híbrida, segundo a Autoesporte. No Brasil, o mesmo modelo emplacou míseras 133 unidades em 2026, de acordo com dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico citados pela publicação. Um campeão de vendas que, por aqui, passa completamente despercebido.

O preço de R$ 353.500 poderia ser a explicação fácil, mas a Autoesporte derruba esse argumento com um dado revelador: o BYD Atto 8, lançado em março e custando R$ 399 mil, já acumula 1.231 emplacamentos no país. O consumidor brasileiro está disposto a gastar nessa faixa — só não está escolhendo o CR-V.

No teste realizado pela Autoesporte em estrada e cidade, o SUV da Honda mostrou um interior bem resolvido, com porta-malas de 581 litros, banco traseiro deslizante em até 190 mm e encosto reclinável em oito posições. A cabine combina painel digital de 10,2 polegadas, head-up display de 5,2 polegadas e som Bose com 12 alto-falantes, tudo sem apelar para telas gigantescas. A publicação destacou como ponto positivo as saídas de ar com ajuste manual por hastes — solução mais prática do que os controles eletrônicos via menu adotados por concorrentes.

A conectividade também é um trunfo: o sistema myHonda Connect permite rastrear o carro, acionar o ar-condicionado remotamente, travar portas e até definir uma cerca geográfica de circulação pelo celular, conforme aponta a Autoesporte. Com tudo isso no pacote, a questão que fica é menos sobre o que o CR-V oferece e mais sobre como a Honda posiciona e comunica o modelo num mercado cada vez mais dominado pelas marcas chinesas.

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