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Indústria automotiva brasileira reduz uso de plástico reciclado pelo segundo ano seguido

Setor consumiu 66 mil toneladas em 2025, queda acumulada de 7% desde o pico de 2023, enquanto a demanda industrial total por material reciclado cresceu.

Atualizada em 19 de setembro de 2026 às 09:08· 3 leituras
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Automotivo reduz uso de plástico reciclado pelo 2º ano seguido

Setor caiu de 71 mil para 66 mil toneladas em dois anos, na contramão do mercado industrial

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O setor automotivo brasileiro está consumindo cada vez menos plástico reciclado pós-consumo. Segundo levantamento da MaxiQuim para o Movimento Plástico Transforma, citado pela Garagem360, o volume caiu de 71 mil toneladas em 2023 para 67 mil em 2024 e chegou a apenas 66 mil toneladas em 2025 — uma perda acumulada de 5 mil toneladas, ou cerca de 7% em dois anos.

O dado chama atenção porque vai na contramão do mercado mais amplo. Conforme a Garagem360 aponta, a demanda industrial total por plástico reciclado no Brasil atingiu aproximadamente 1,63 milhão de toneladas em 2025, com setores como alimentos, higiene pessoal, construção e agroindústria absorvendo volumes crescentes. O automotivo, portanto, perdeu participação relativa num mercado que, no geral, avançou.

A Garagem360 destaca que o estudo não interpreta a queda como abandono estrutural do material reciclado pelas montadoras. Fatores como flutuação na produção de veículos, competitividade da resina virgem e o ritmo de homologação de novos componentes explicam boa parte da variação. O polipropileno reciclado, o PET e o poliestireno aparecem em peças internas, carpetes, forros e suportes — aplicações que dependem de ciclos próprios de aprovação técnica.

No horizonte, a publicação aponta que o Decreto 12.688/2025 pode indiretamente beneficiar a cadeia. A norma estabelece metas de conteúdo reciclado para embalagens plásticas a partir de 2026, o que tende a fortalecer a oferta de material rastreável e potencialmente baratear o insumo para outros segmentos, incluindo o automotivo. A retomada do consumo pelo setor, porém, ainda depende de preço competitivo, disponibilidade de resina e capacidade das fabricantes de homologar peças em escala.

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