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Inteligência Artificial muda a forma de pesquisar e comprar carros no Brasil

Ferramenta amplia a jornada de decisão do consumidor, que passa a pesquisar mais antes de fechar negócio.

Atualizada em 28 de outubro de 2026 às 11:20· 3 leituras
Inteligência Artificial muda a forma de pesquisar e comprar carros no Brasil

A Inteligência Artificial virou aliada de quem está em busca de um carro novo. Segundo a Quatro Rodas, ao contrário das pesquisas tradicionais por palavra-chave, as IAs disponíveis hoje conseguem filtrar informações de fontes confiáveis — como publicações especializadas, portais acadêmicos e artigos científicos — e entregar respostas muito mais precisas ao usuário. Um comprador interessado em um SUV médio, por exemplo, pode refinar a busca com critérios como sistemas de assistência ao motorista (ADAS) e teto de preço, recebendo opções já triadas pela ferramenta.

A Quatro Rodas ouviu Lara Guedes, head de mobilidade e entretenimento do Google, que desfaz um mito comum sobre o tema: a IA não acelerou a decisão de compra — ela a aprofundou. "Falavam: 'Agora com a IA, o cara pensou e, em uma semana, decidiu comprar o carro'. Não é verdade", afirmou a especialista à publicação. O que ocorre na prática é que o consumidor passa a pesquisar com muito mais intensidade entre a primeira consulta e o fechamento do negócio.

A Quatro Rodas ilustra esse comportamento com um caso real: um comprador perguntou ao Gemini, IA do Google, qual hatch com muita tecnologia poderia ser adquirido por até R$ 120 mil. A partir da sugestão recebida, ele navegou pelo site da montadora, descobriu um recurso que desconhecia, pesquisou sobre ele em outra fonte, encontrou concorrentes com tecnologia similar e voltou à IA para pedir um comparativo entre modelos. A jornada só terminou quando ele se sentiu satisfeito com o nível de informação acumulado.

A publicação ressalta, no entanto, que a IA não substitui todas as formas tradicionais de pesquisa. Consultar amigos que acompanham o mercado, parentes com experiência no modelo desejado e veículos especializados de confiança ainda faz sentido — especialmente porque as plataformas de conteúdo aberto aceitam publicações independentemente da reputação de quem as produz, o que torna o filtro das IAs um recurso valioso, mas não infalível.

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