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Marcas chinesas ultrapassam japonesas no mercado europeu de carros pela primeira vez

Com 12,7% de participação no terceiro trimestre de 2026, fabricantes da China deixaram para trás Toyota, Nissan e companhia no continente europeu.

Atualizada em 27 de outubro de 2026 às 13:04· 6 leituras
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MERCADO EUROPEU

Chinesas ultrapassam japonesas nas vendas da Europa pela primeira vez

Com 12,7% de participação no 3º trimestre de 2026, BYD, Chery e companhia deixaram Toyota e Nissan para trás.

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As montadoras chinesas atingiram um marco histórico no mercado europeu: segundo dados da consultoria Dataforce divulgados pela Bloomberg e reportados pelo AutoInforme, essas fabricantes acumularam 12,7% de participação nas vendas de automóveis no terceiro trimestre de 2026 — superando as japonesas, que ficaram em 11,9% no mesmo período. Em setembro, a fatia chinesa chegou ao recorde de 14,5%, quase três pontos percentuais acima do registrado em agosto.

O AutoInforme destaca que o avanço é protagonizado por empresas como BYD e Chery, que ampliaram sua oferta de modelos na Europa com preços competitivos e forte aposta em veículos eletrificados, especialmente híbridos. O contraste com a trajetória japonesa é marcante: Toyota, Nissan e outras marcas do país construíram sua presença ao longo de décadas, com fábricas e redes de concessionárias consolidadas no continente — enquanto as chinesas saíram de cerca de 1% das vendas há cinco anos para o patamar atual.

Conforme aponta o AutoInforme, a desaceleração da demanda interna na China é um dos fatores que empurra essas empresas a buscar novos mercados. O movimento pressiona também as montadoras europeias, que enfrentam concorrentes capazes de lançar novos modelos em ciclos mais curtos e com custos menores. Em resposta, a União Europeia discute tarifas adicionais sobre veículos elétricos importados da China e regras que privilegiem a produção local no acesso a subsídios.

Para contornar eventuais barreiras comerciais, fabricantes chinesas já ensaiam a instalação de plantas industriais dentro do próprio bloco, com projetos em andamento na Espanha e na Hungria, segundo o AutoInforme. A movimentação indica que a disputa pelo mercado europeu deve se intensificar nos próximos anos, com as chinesas buscando enraizamento local similar ao que as japonesas construíram ao longo de gerações.

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