Lobby automotivo dos EUA pressiona Trump para barrar montadoras chinesas antes de encontro com Xi
Montadoras, fornecedores e concessionárias entregaram carta formal ao presidente pedindo que restrições à entrada de fabricantes da China sejam mantidas — e mais de duas dezenas de parlamentares reforçaram o coro
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Às vésperas de um encontro entre Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, o setor automotivo dos Estados Unidos foi a campo para garantir que suas fronteiras permaneçam fechadas para os fabricantes de veículos da China. Segundo o UOL Carros, montadoras, fornecedores e concessionárias americanas entregaram na última sexta-feira um pedido formal ao presidente para que as marcas chinesas sejam mantidas fora do mercado norte-americano.
A carta reúne empresas de peso. Conforme aponta o AutoInforme, entre as companhias representadas pelas entidades signatárias estão General Motors, Ford, Toyota, Volkswagen, Hyundai, Stellantis e Tesla — um bloco que atravessa fronteiras de origem, mas converge no interesse de manter os competidores chineses do lado de fora.
O gatilho imediato da mobilização também foi revelado pelo AutoInforme: Trump chegou a afirmar publicamente que poderia aceitar a instalação de fábricas chinesas em solo americano, o que acendeu o sinal de alerta em toda a cadeia produtiva do setor. A indústria teme que negociações diplomáticas entre as duas maiores economias do mundo abram brechas que nenhuma tarifa consiga fechar depois.
Os argumentos apresentados vão além da concorrência comercial. Segundo a Reuters, citada pelo AutoInforme, as entidades alertam que a entrada de fabricantes chinesas poderia comprometer investimentos, postos de trabalho e fornecedores americanos. Há ainda uma preocupação de ordem estratégica: os veículos conectados produzidos por essas empresas coletam grandes volumes de dados, o que levanta questões de segurança nacional.
A movimentação, conforme aponta o UOL Carros, revela o grau de preocupação da indústria local com a possibilidade de que concessões diplomáticas incluam facilitações para montadoras da China operarem em solo americano — um mercado que hoje lhes é praticamente vedado. Os Estados Unidos mantêm tarifas superiores a 100% sobre veículos elétricos chineses, além de outras restrições comerciais.
A pressão não veio só do setor privado. O AutoInforme destaca que mais de duas dezenas de parlamentares também enviaram, nesta segunda-feira (21), um pedido formal a Trump para que as barreiras sejam preservadas — ampliando o cerco político ao presidente no momento em que ele se prepara para sentar à mesa com Xi Jinping.
O timing da ofensiva não é coincidência. Ao acionar o governo dias antes de uma reunião de alto nível, o setor tenta influenciar diretamente a pauta comercial. O pano de fundo é a expansão acelerada das marcas chinesas em outros mercados, especialmente na Europa, onde já disputam palmo a palmo o segmento de elétricos — e que serve de alerta para o que pode acontecer nos EUA caso as portas se abram.
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