Motos elétricas somam só 0,5% da frota brasileira e troca rápida de bateria surge como saída
Com 35 milhões de motos no país e mais de 1 milhão só em São Paulo, a eletrificação do segmento ainda engatinha.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
O Brasil tem uma das maiores frotas de motocicletas do mundo — 35 milhões de unidades —, mas a eletrificação desse segmento avança a passos de tartaruga. Segundo o UOL Carros, apenas 0,5% dessa frota é composta por motos elétricas, um número que expõe o tamanho do desafio para quem aposta na transição energética sobre duas rodas.
Só na capital paulista, conforme aponta o UOL Carros, circulam mais de 1,06 milhão de motocicletas. É justamente em São Paulo que o debate sobre alternativas para acelerar a adoção elétrica ganhou força, com a troca rápida de bateria emergindo como a principal aposta do setor para contornar a barreira da autonomia e do tempo de recarga.
A lógica da bateria removível é simples: em vez de esperar horas na tomada, o motociclista — especialmente o entregador, perfil dominante no uso urbano — troca o pack descarregado por um carregado em questão de minutos, em estações distribuídas pela cidade. O modelo já funciona em mercados asiáticos e começa a ser testado no Brasil, mas ainda depende de infraestrutura e padronização para escalar.
O UOL Carros ressalta que o avanço lento reflete tanto o preço mais elevado das motos elétricas em relação às convencionais quanto a falta de uma rede robusta de suporte. Enquanto esses gargalos não forem resolvidos, o 0,5% deve seguir como retrato fiel de uma revolução que, no Brasil, ainda está na largada.
Fontes
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