Move Brasil Entregadores: como financiar moto com juros subsidiados e aumentar as chances de aprovação
Programa federal abre crédito para entregadores e mototaxistas comprarem motos e bicicletas elétricas — com primeira parcela só em 60 dias. Entenda as regras e veja o que fazer para não ter o pedido negado.
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O programa Move Brasil Entregadores e Motoapp abriu nesta semana a possibilidade de entregadores e mototaxistas cadastrados solicitarem financiamento para a compra de motocicletas, motonetas, ciclomotores e bicicletas elétricas. Segundo a Autoesporte, o crédito é operado pela Caixa Econômica Federal com juros subsidiados pelo governo via Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), e a meta é financiar até 100 mil veículos. Para se enquadrar, a moto precisa ser zero km, flex, ter até 160 cilindradas (ou até 7.500 watts no caso elétrico) e ser fabricada — ou ter projeto de produção — no Brasil.
Um detalhe que deve agradar quem está com o orçamento apertado: conforme aponta o Notícias Automotivas, o governo federal já liberou as agências bancárias e instituições financeiras credenciadas a operarem o programa, e o financiamento prevê que a primeira parcela só vence 60 dias após a contratação — um fôlego inicial relevante para trabalhadores autônomos que precisam primeiro colocar o veículo para trabalhar antes de começar a pagar.
O ponto de atenção, conforme destaca a Autoesporte, é que a aprovação não é automática: cada banco parceiro faz sua própria análise de risco. Para orientar os trabalhadores autônomos, a publicação consultou especialistas em planejamento financeiro. O planejador Henrique Soares, certificado pela Planejar, recomenda manter as contas em dia, reduzir o endividamento geral e, se possível, dar uma entrada maior no veículo — o que diminui o valor financiado e, consequentemente, o risco percebido pela instituição. Verificar a situação do CPF em órgãos como o Serasa antes de formalizar o pedido também é um passo estratégico.
Outro fator decisivo apontado pela Autoesporte é o score de crédito, que funciona como termômetro do histórico financeiro do solicitante: quanto menos atrasos e mais pagamentos em dia, maiores as chances de aprovação e melhores as taxas oferecidas. Soares também alerta para o comprometimento de renda — mais importante do que saber o valor máximo financiável é entender qual parcela cabe no orçamento de forma sustentável no longo prazo. Para quem não tem contracheque, a publicação orienta reunir declaração do Imposto de Renda, extratos bancários recentes e histórico de movimentação em conta corrente, já que os bancos parceiros aceitam esses documentos como comprovação de renda para trabalhadores independentes.
Fontes
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