Renault e Geely ampliam aposta no Brasil para R$ 5,8 bilhões e prometem híbrido flex 4x4 em 2027
Joint venture aporta mais R$ 2 bilhões à fábrica de São José dos Pinhais e confirma novo Renault elétrico sobre plataforma da Geely.
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A joint venture entre Renault e Geely no Brasil acaba de engrossar o caixa destinado à fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná. Segundo a Garagem360, a parceria anunciou um aporte adicional de R$ 2 bilhões até o fim de 2027, somando-se aos R$ 3,8 bilhões já comprometidos anteriormente e elevando o ciclo total a R$ 5,8 bilhões. O foco declarado é ampliar a produção local e acelerar a eletrificação da linha.
O destaque técnico do plano, conforme aponta a Garagem360, é a nacionalização de um trem de força eletrificado com tração integral e compatibilidade com etanol — uma combinação que adapta a estratégia global das marcas à realidade brasileira. Além disso, está confirmado um novo modelo Renault construído sobre a plataforma GEA (Global Intelligent Electric Architecture), a mesma arquitetura que sustenta produtos da Geely. A produção desse veículo começa em 2027, mas nome, carroceria, preço e ficha técnica ainda não foram divulgados oficialmente.
Antes da chegada do inédito Renault, a fábrica já receberá reforços. A Garagem360 informa que a produção local do Geely EX5 está prevista para setembro de 2026, seguida pelo EX2 em dezembro do mesmo ano. Essa sequência garante maior ocupação do Complexo Ayrton Senna e prepara a planta para operar com tecnologias compartilhadas entre as duas marcas antes do grande lançamento.
Para a cadeia fornecedora, o cronograma também tem peso. Mais produção local tende a aumentar a demanda por componentes ligados à eletrificação, embora índices de nacionalização e volumes anuais de cada projeto ainda não tenham sido detalhados, como ressalta a Garagem360. Os números de autonomia, potência e posicionamento de preço do novo Renault eletrificado seguem em aberto — e serão determinantes para medir a competitividade do modelo frente aos híbridos e elétricos já disponíveis no mercado brasileiro.
Fontes
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