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Sete minutos que podem custar uma vida: o perigo das ultrapassagens impacientes nas rodovias

Motoristas arriscam colisões frontais para ganhar segundos no trânsito — e os números da PRF mostram o preço dessa impaciência.

Atualizada em 26 de outubro de 2026 às 13:05· 6 leituras
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SEGURANÇA VIÁRIA

7 minutos que podem custar uma vida

A impaciência nas ultrapassagens é uma das maiores causas de morte nas rodovias brasileiras.

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Segundo o Jornal do Carro, do Estadão, uma viagem de carro pela região de Campo Verde, em Mato Grosso, virou um retrato fiel do comportamento impaciente que mata nas estradas brasileiras. A colunista relata ter ficado atrás de um caminhão por apenas sete minutos — das 9h51 às 9h58 — em uma rodovia de pista simples com visibilidade ruim e tráfego intenso no sentido contrário. Antes que ela conseguisse ultrapassar com segurança, um caminhão-pipa a serviço da prefeitura local avançou sobre a faixa contínua, invadiu a contramão em alta velocidade e chegou a usar o acostamento do lado oposto para completar a manobra proibida.

O Jornal do Carro aponta que esse tipo de comportamento tem respaldo em uma lógica perversa: como a maioria das infrações não resulta em acidente, o cérebro aprende a ignorar o risco. A sensação de habilidade superior ao volante reforça a ilusão de controle — até o dia em que ela falha. Os dados da PRF citados pela publicação são brutais: entre 2011 e 2020, as colisões frontais representaram apenas 4,5% das ocorrências em rodovias federais, mas foram responsáveis por 31,5% de todas as mortes no período — 21.897 óbitos em uma década.

A reportagem do Jornal do Carro lembra ainda que o problema não se restringe às estradas. Nas cidades, entrar na contramão em rotatórias para economizar cerca de três segundos ou pegar a 'rabeira' do semáforo são práticas igualmente arriscadas. O custo real dessas manobras, em caso de acidente, supera em muito o tempo que se pretendia ganhar — sem contar o custo que nenhuma planilha consegue calcular.

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